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	<title>O Barato no Divã</title>
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		<title>O Barato no Divã: droga &#038; voz do usuário¹</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Mar 2024 14:21:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por que um curso cujo título é “A voz do usuário”? Porque muito se fala sobre os usuários de drogas, sem que sejam consideradas nem as distinções mais básicas que a clínica nos ensina: há diferentes tipos de usos e nem todos requerem tratamento, pois não configuram um problema em si. (Reale, Carezzato, 2017) Dar [&#8230;]</p>
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<p>Por que um curso cujo título é “A voz do usuário”?</p>



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<p>Porque muito se fala sobre os usuários de drogas, sem que sejam consideradas nem as distinções mais básicas que a clínica nos ensina: há diferentes tipos de usos e nem todos requerem tratamento, pois não configuram um problema em si. (Reale, Carezzato, 2017)</p>



<p>Dar voz, encontrar a voz, ouvir a voz dos usuários torna-se imperativo! Como podemos delimitar os usos que não são patológicos se não somos capazes como clínicos de reconhecer onde e como vivem os usuários cujas formas de uso não adquirem coloridos psicopatologicamente reconhecíveis? E, quando atingem estes patamares, como eles fazem a famigerada “viagem de volta” (Galduroz &amp; Masur, 1990) se lhes for dada essa chance? Uma significativa parcela dos dependentes acabam confinados e cooptados pelos modelos dominantes dos cenários das internações em comunidades – autodenominadas – terapêuticas (Santos, 2018; Rui e Fiore, 2021). Deles são os discursos mais conhecidos amplamente reproduzidos, dada a presença maciça do hegemônico modelo dos 12 passos, pautados originalmente em grupos de autoajuda. E nesse modelo não se faz distinção entre os diferentes tipos de uso, estabelecendo e fortalecendo os jargões que dominam o senso comum sobre as drogas: droga mata! Buscamos diminuir a distância com culturas que nascem na e da periferia, entendida como um território que originalmente localiza-se à margem, não apenas geograficamente, mas do centro do poder. A experiência de distanciamento do <em>establishment</em> é um ponto comum da chamada contracultura resumida no slogan “sexo, drogas &amp; rock’n’roll” e da cultura geek, destacando os gamers e cia, onde alguns usuários podem tornar-se aditos de outros objetos que não as drogas. Inspirados em estudos das próprias (sub)culturas das drogas (Labate et al, 2008) e nas clássicas contribuições da teoria do rótulo de Howard Becker (1973) e do estudo seminal de 1978 sobre estigma de Erving Goffman (2015), vimos ao longo de décadas (Reale, 1995) buscando abrir espaço para o encontro dessa voz.</p>



<p class="has-small-font-size">¹ Esta matéria foi baseada no texto originalmente escrito como introdução e justificativa para apresentar o curso para o Instituto Sedes Sapientiae. Agradeço a leitura e contribuições de Gabriel Rocha Teixeira Mendes para esse texto e nos preparativos para que chegássemos a viabilizar a apresentação desta proposta de curso.</p>



<p>Também encontraremos, nas produções culturais e artísticas, manifestações diretas da voz do usuário. A música e a dança como hip hop, rap e funk (Gimeno, 2009) jazz e rock, fornecem de uma forma viva e vibrante como as vozes dos usuários gritam sua situação para uma sociedade que os ignora ou persegue.</p>



<p>No encontro do cinema com a literatura, partimos do emblemático filme <em>Naked Lunch</em> de Cronemberg (1991), cujo roteiro (Felix, Ponte, &amp; Durão, 2011) foi baseado no livro de mesmo nome de William Burroughs (Harris, 2003; Oliveira, 2023). Com a filmografia de Cronemberg (Lobo, 2016) também fica introduzido aqui um autor cujo gênero transita entre <em>horror film</em> ou<em> body horror</em>. Realizador do filme <em>Crimes do Futuro</em> (2022), ele aborda de maneira perturbadora a <em>body art</em>, tema que foi arrolado como uma face sombria que radicaliza a manipulação do corpo própria, do universo amplo das tatuagens. Essa face nos remete ao fascínio produzido pelo horror, como é discutido no primoroso ensaio psicanalítico de Kristeva ((1982), O poder do horror, ensaio sobre a abjeção.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="684" src="https://obaratonodiva.com.br/wp-content/uploads/2024/03/psicologia-1024x684.png" alt="psicologia e drogas" class="wp-image-12250" style="width:492px;height:auto" srcset="https://obaratonodiva.com.br/wp-content/uploads/2024/03/psicologia-1024x684.png 1024w, https://obaratonodiva.com.br/wp-content/uploads/2024/03/psicologia-300x200.png 300w, https://obaratonodiva.com.br/wp-content/uploads/2024/03/psicologia-768x513.png 768w, https://obaratonodiva.com.br/wp-content/uploads/2024/03/psicologia-1536x1026.png 1536w, https://obaratonodiva.com.br/wp-content/uploads/2024/03/psicologia.png 1878w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p></p>



<p>As culturas tradicionais, sobretudo quando assimiladas e repaginadas em ambientes urbanos (Nhanderu, 2023; Ribeiro, 2019), mostram-nos a criatividade e busca de formas de minimizar as rupturas com muitas de nossas raízes que os grandes centros urbanos – megalópoles como São Paulo – historicamente forjaram e aprofundaram ao longo dos séculos de sua existência. Como fênices transmutadas, fazem brotar do asfalto beberagens e pós extraídos de plantas e raízes que antes permaneciam como práticas exclusivamente recônditas dos povos das florestas.</p>



<p>Por outro lado, sabemos que desde a infância a procura por alterações da consciência, mesmo que mínimas, habita o universo lúdico infantil. E essas vias lúdicas sem uma participação direta de substâncias psicoativas, imbricam-se com os jogos configurados para nos transportar para a realidade virtual, promover encontros e amizades, num ambiente onde a imersão estende a experiência temporal e espacial para outras dimensões.</p>



<p>Ao gosto de roteiro e citações em filmes gênero fantasia ou sci-fi, experimentos com câmaras de privação sensorial, por exemplo, apontam para tecnologias que reúnem o sonho da expansão das fronteiras da vida humana para além de nosso planeta, lado a lado com a expansão da consciência para além do uso comum que fazemos dela na vida cotidiana.</p>



<p>Não podemos ignorar que os relatos de nossos casos clínicos dão voz aos usuários cujos usos ganharam matizes compulsivas (Reale, 2023). E uma vez instaladas as compulsões, os usuários enfrentam uma amplificação de problemas por se tornarem incapazes de perderem a capacidade de escolher quando, quanto e como usar sua droga de eleição.</p>



<p>E tal como vimos fazendo há vários anos, dentro de uma perspectiva interdisciplinar continuamos a privilegiar o olhar psicanalítico, seguindo nossa forma de pensar e praticar a clínica, em cursos e nos seminários clínicos da série <strong>A clínica em tempos de fim de Guerra às Drogas,</strong> organizados pelo O Barato no Divã desde 2011. Este novo curso aposta na ampliação de nosso olhar clínico pela elucidação e encontro com forças sociais e culturais que também nos condicionam.</p>



<p class="has-small-font-size"><strong>Bibliografia</strong></p>



<p class="has-small-font-size">BECKER, Howard Saul. <strong>Outsiders: </strong>Estudos da sociologia do desvio.Rio de Janeiro, Zahar, 2008.</p>



<p class="has-small-font-size">FÉLIX, José Carlos; PONTE, Charles; AKCELRUD DURÃO, Fábio. Da dialética da intoxicação em Naked Lunch. <strong>Terceira Margem</strong>, v.&nbsp;15 n.&nbsp;24 (2011): Literatura e Cinema. Disponível em: <a href="https://revistas.ufrj.br/index.php/tm/article/view/10935" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://revistas.ufrj.br/index.php/tm/article/view/10935</a>.</p>



<p class="has-small-font-size">GIMENO, Patricia Curi. <strong>Poética versão</strong>: a construção da periferia no rap. 169&nbsp;p. [s.n., <em>s.&nbsp;l.</em>], 2009. Disponível em: <a href="http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/281717" target="_blank" rel="noreferrer noopener">http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/281717</a>. Acesso em: 23&nbsp;mar. 2024.</p>



<p class="has-small-font-size">GALDURÓZ, José Carlos Fernandes &amp; Masur, Jandira. The unofficial history of drug use: a study in a Brazilian sample.&nbsp; <strong><em>British Journal of Addiction</em></strong>, n. 85, p. 1577-1581, 1990. [Research report]</p>



<p class="has-small-font-size">GOFFMAN, Erving. Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. Rio de Janeiro, 4ª ed, LTC, 2015</p>



<p class="has-small-font-size">HARRIS, Oliver. <strong>William Burroughs and the secret of fascination</strong>. Carbondale: Southern Illinois University Press, 2003. 287&nbsp;p. ISBN 0809324849.</p>



<p class="has-small-font-size">KIRSCH, H.; REALE, D.; OSTERLING, J. Hard-to-Reach or Out-of-Reach? São Paulo Outreach Workers in Inner city Addicts. In: KIRSCH, H. (ed) <strong>Drug Lessons &amp; Education Program in Developing Countries</strong>. New Brunswick, Transaction Publishers, 1995</p>



<p class="has-small-font-size">KRISTEVA, Julia. <strong>Powers of horror</strong>: an essay on abjection. New York: Columbia University Press, 1982. 219&nbsp;p. ISBN 9780231053464.</p>



<p class="has-small-font-size">LABATE, Beatriz Caiuby; GOULART, Sandra; FIORE, Maurício, MACRAE, Edward, e CARNERO, Henrique (orgs). <strong>Drogas e cultura: </strong>novas perspectivas. Salvador, Edufba, 2008.</p>



<p class="has-small-font-size">LOBO, Rafael Santos de Gusmão. <strong>New flesh</strong>: a cosmovisão de horror de David Cronenberg. 2016. Repositório Institucional da UnB, [<em>s.&nbsp;l.</em>], 2016. Disponível em: <a href="http://repositorio.unb.br/handle/10482/21150" target="_blank" rel="noreferrer noopener">http://repositorio.unb.br/handle/10482/21150</a>. Acesso em: 23&nbsp;mar. 2024.</p>



<p class="has-small-font-size">NHANDERU. Disponível em: <a href="https://www.nhanderuxamanismo.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.nhanderuxamanismo.com.br/</a>. Acesso em: 23&nbsp;mar. 2024.</p>



<p class="has-small-font-size">OLIVEIRA,&nbsp;V.&nbsp;N.&nbsp;S. William Burroughs e as drogas: interfaces entre a literatura, a política e a clínica AD. <strong>Revista Quimera</strong>, n.&nbsp;5, abr. 2023. Disponível em: <a href="https://www.revistaquimera.org/?p=889" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.revistaquimera.org/?p=889</a>.</p>



<p class="has-small-font-size">REALE, Diva; CAREZZATO, Fábio. Drogas e tratamento: panorama crítico. In.&nbsp;Figueiredo, R.; Feffermann, M.; Adorno, R.&nbsp;<strong>Drogas &amp; Sociedade Contemporânea: perspectivas para além do proibicionismo.&nbsp;</strong>São Paulo: Instituto de Saúde, Coleção Temas em Saúde Coletiva, n. 22, 2017.</p>



<p class="has-small-font-size">REALE, Diva. O analista demiurgo: do caos à voz do caso. <strong>Revista Quimera</strong>, n.&nbsp;5, abr. 2023. Disponível em: <a href="https://www.revistaquimera.org/?p=899" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.revistaquimera.org/?p=899</a>.</p>



<p class="has-small-font-size">RIBEIRO, Sidarta. <strong>O oráculo da noite &#8211; A história e a ciência do sonho</strong>. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.</p>



<p class="has-small-font-size">RUI, Taniele; FIORE, Mauricio (editores). <strong>Working Paper Series</strong>: comunidades terapêuticas no Brasil. Brooklyn: Social Science Research Council, junho de 2021. SANTOS, M. P. G. <strong>Comunidades Terapêuticas:</strong> temas para reflexão. Maria Paula Gomes dos Santos (org.). Rio de Janeiro: IPEA, 2018.</p>
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		<title>Opas lança em português orientações sobre serviços comunitários</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2022 13:48:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>É com imensa alegria que a Representação da OPAS/OMS no Brasil acaba de lançar a versão em português do Guia da OMS Orientações sobre Serviços Comunitários de Saúde Mental: Promoção de Abordagens Centradas na Pessoa e Baseadas em Direitos e demais pacotes técnicos.O guia e a série de sete pacotes técnicos destacam os serviços de [&#8230;]</p>
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<p>É com imensa alegria que a Representação da OPAS/OMS no Brasil acaba de lançar a versão em português do Guia da OMS Orientações sobre Serviços Comunitários de Saúde Mental: Promoção de Abordagens Centradas na Pessoa e Baseadas em Direitos e demais pacotes técnicos.<br>O guia e a série de sete pacotes técnicos destacam os serviços de saúde mental de base comunitária, centrados na pessoa e baseados no Recovery, que adotaram boas práticas em diversos locais no mundo, e inclui as experiências brasileiras da Rede de Atenção Psicossocial de Campinas e do CAPS III Brasilândia, em São Paulo. O guia oferece orientações para apoiar os países, gestores, profissionais da saúde e de outros setores e pessoas com a experiência vivida no desenvolvimento e na transformação de serviços de base comunitária sob a ótica dos direitos humanos.</p>



<p>Leis mais em: <a href="https://www.paho.org/pt/noticias/3-11-2022-opas-lanca-em-portugues-orientacoes-sobre-servicos-comunitarios-saude-mental" target="_blank" rel="noopener">https://www.paho.org/pt/noticias/3-11-2022-opas-lanca-em-portugues-orientacoes-sobre-servicos-comunitarios-saude-mental</a></p>
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		<title>Vital Signs: Drug Overdose Deaths</title>
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		<dc:creator><![CDATA[sancho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Aug 2022 20:06:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Acontece]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vital Signs: Drug Overdose Deaths, by Selected Sociodemographic and Social Determinants of Health Characteristics — 25 States and the District of Columbia, 2019–2020 On July 19, 2022, this report was posted online as an MMWR Early Release. Mbabazi Kariisa, PhD1; Nicole L. Davis, PhD1; Sagar Kumar, MPH1; Puja Seth, PhD1; Christine L. Mattson, PhD1; Farnaz Chowdhury2; Christopher [&#8230;]</p>
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<p>Vital Signs: Drug Overdose Deaths, by Selected Sociodemographic and Social Determinants of Health Characteristics — 25 States and the District of Columbia, 2019–2020</p>



<p><em>On July 19, 2022, this report was posted online as an </em>MMWR <em>Early Release.</em></p>



<p>Mbabazi Kariisa, PhD<sup>1</sup>; Nicole L. Davis, PhD<sup>1</sup>; Sagar Kumar, MPH<sup>1</sup>; Puja Seth, PhD<sup>1</sup>; Christine L. Mattson, PhD<sup>1</sup>; Farnaz Chowdhury<sup>2</sup>; Christopher M. Jones, PharmD, DrPH<sup>3</sup><br>(<a href="https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/71/wr/mm7129e2.htm?s_cid=mm7129e2_w#contribAff" target="_blank" rel="noopener">View author affiliations</a>)</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Summary</strong></h3>



<p><strong>What is already known about this topic?</strong></p>



<p>Drug overdose deaths increased 30% in the United States from 2019 to 2020. Known health disparities exist in overdose mortality rates, particularly among certain racial/ethnic minority populations.</p>



<p><strong>What is added by this report?</strong></p>



<p>From 2019 to 2020, overdose death rates increased by 44% and 39% among non-Hispanic Black (Black) and non-Hispanic American Indian or Alaska Native persons, respectively. As county-level income inequality increased, overdose rates increased, particularly among Black persons. Evidence of previous substance use treatment was lowest for Black decedents (8.3%).</p>



<p><strong>What are the implications for public health practice?</strong></p>



<p>Implementation of an evidence-based, culturally responsive, multisectoral approach is critical to reducing disparities in overdose rates. This includes addressing structural barriers and enhancing efforts such as linkage to care and harm reduction services.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Abstract</h2>



<p><strong>Introduction:</strong>&nbsp;Drug overdose deaths increased approximately 30% from 2019 to 2020 in the United States. Examining rates by demographic and social determinants of health characteristics can identify disproportionately affected populations and inform strategies to reduce drug overdose deaths.</p>



<p><strong>Methods:</strong>&nbsp;Data from the State Unintentional Drug Overdose Reporting System (SUDORS) were used to analyze overdose death rates from 2019 to 2020 in 25 states and the District of Columbia. Rates were examined by race and ethnicity and county-level social determinants of health (e.g., income inequality and treatment provider availability).</p>



<p><strong>Results:</strong>&nbsp;From 2019 to 2020, drug overdose death rates increased by 44% and 39% among non-Hispanic Black (Black) and non-Hispanic American Indian or Alaska Native (AI/AN) persons, respectively. Significant disparities were found across sex, age, and racial and ethnic subgroups. In particular, the rate in 2020 among Black males aged ≥65 years (52.6 per 100,000) was nearly seven times that of non-Hispanic White males aged ≥65 years (7.7). A history of substance use was frequently reported. Evidence of previous substance use treatment was lowest for Black persons (8.3%). Disparities in overdose deaths, particularly among Black persons, were larger in counties with greater income inequality. Opioid overdose rates in 2020 were higher in areas with more opioid treatment program availability compared with areas with lower opioid treatment availability, particularly among Black (34.3 versus 16.6) and AI/AN (33.4 versus 16.2) persons.</p>



<p><strong>Conclusions and Implications for Public Health Practice:</strong>&nbsp;Health disparities in overdose rates continue to worsen, particularly among Black and AI/AN persons; social determinants of health, such as income inequality, exacerbate these inequities. Implementation of available, evidence-based, culturally responsive overdose prevention and response efforts that address health disparities impacting disproportionately affected populations are urgently needed.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Introduction</h2>



<p>The 91,799 drug overdose deaths that occurred in the United States in 2020 represent an approximately 30% increase from 2019 (<em>1</em>). The COVID-19 pandemic and disruption in access to prevention, treatment, and harm reduction services have likely contributed to this increase (<em>2</em>). Recent increases in drug overdose deaths were largely driven by illicitly manufactured fentanyl and fentanyl analogs (collectively referred to as IMFs) (<em>1</em>,<em>3</em>,<em>4</em>). Deaths involving stimulants, such as cocaine and psychostimulants with abuse potential, (e.g., methamphetamine) also increased in recent years and often co-occurred with opioids (<em>1</em>,<em>3</em>,<em>5</em>,<em>6</em>); some racial and ethnic minority groups were disproportionately affected (<em>6</em>).</p>



<p>Disparities in overdose mortality rates are not fully explained by substance use patterns (<em>7</em>,<em>8</em>) and might result from unequal access to substance use treatment services (<em>9</em>), socioeconomic inequities, and social determinants of health (<em>10</em>). Non-Hispanic Black (Black) and non-Hispanic American Indian or Alaska Native (AI/AN) persons report barriers to accessing mental health services and substance use treatment (<em>9</em>). However, the impact of treatment access and income inequality on drug overdose mortality has not been fully explored, particularly during the COVID-19 pandemic, which exacerbated disparities (<em>11</em>).</p>



<p>This report describes changes in drug overdose death rates from 2019 to 2020, stratified by sex, age group, and race and ethnicity. In addition, it examines differences in circumstances surrounding drug overdose, and assesses differences in overdose death rates by county-level income inequality and availability of mental health treatment providers and providers of medications for opioid use disorder.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Methods</h2>



<p>Data on drug overdose deaths of unintentional and undetermined intent during 2019–2020 were obtained from the State Unintentional Drug Overdose Reporting System (SUDORS). This system includes information collected from death certificates and medical examiner or coroner reports (e.g., full postmortem toxicology results and death scene investigation findings).* Analyses were limited to 26 jurisdictions (25 states and the District of Columbia [DC]) that submitted complete 2019–2020 data.<sup>†</sup>&nbsp;Death rates (overdose deaths per 100,000 population) were age-adjusted to the 2000 U.S. standard population, and rate ratios were calculated.<sup>§</sup>&nbsp;U.S. Census Bureau bridged-race population estimates were assessed for the following racial and ethnic groups: non-Hispanic Asian or Pacific Islander (A/PI), AI/AN, Black, non-Hispanic White (White), and Hispanic persons. Rates based on &lt;20 deaths and counts &lt;10 were suppressed.</p>



<p>Information on income inequality and mental health provider availability (number of mental health providers per 100,000 population) was obtained from the 2021 County Health Rankings and analyzed by tertile.<sup>¶</sup>&nbsp;The Drug Enforcement Administration’s controlled substance registration database was used to ascertain whether a county had at least one opioid treatment program and to estimate Drug Addiction Treatment Act of 2000 (DATA)-waived provider capacity (qualified clinicians who can prescribe buprenorphine in office-based settings for opioid use disorder treatment) by county.**</p>



<p>Differences in age-adjusted death rates from 2019 to 2020 were considered statistically significant if CIs did not overlap; a gamma distribution was used if &lt;100 deaths occurred in either year.<sup>††</sup>&nbsp;Analyses were conducted using SAS (version 9.4; SAS Institute). This activity was reviewed by CDC and was conducted consistent with applicable federal law and CDC policy.<sup>§§</sup></p>



<h2 class="wp-block-heading">Results</h2>



<p>From 2019 to 2020, overall drug overdose death rates increased in 25 states and DC; the largest increases occurred among certain racial/ethnic minority populations. Relative rate increases were highest among Black (44%) and AI/AN persons (39%) (<a></a><a href="https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/71/wr/mm7129e2.htm?s_cid=mm7129e2_w#T1_down" target="_blank" rel="noopener">Table 1</a>). Among White persons, the rate increased by 22%. Within racial/ethnic groups, overdose death rates also varied by age. Black persons aged 15–24 years experienced the largest relative rate increase from 2019 to 2020 (86%). Among AI/AN persons, the highest relative rate increase occurred among those aged 25–44 years (49%). Among White persons, those aged 15–24 years experienced the largest relative rate increase (34%).</p>



<p>When stratified by sex and age group, higher overdose death rates occurred among older Black males, with the highest rate in 2020 among those aged 45–64 years (124.9) (Supplementary Table,&nbsp;<a href="https://stacks.cdc.gov/view/cdc/118656" target="_blank" rel="noopener">https://stacks.cdc.gov/view/cdc/118656</a>). In addition, rates among Black males aged ≥65 years were nearly six times as high as those among White males of the same age in 2019 (35.7 versus 6.2), increasing to nearly seven times as high in 2020 (52.6 versus 7.7). Among AI/AN males, those aged 25–44 years experienced the highest rates in 2019 (67.5) and 2020 (87.2), similar to rates among White males in this age group (2019 = 72.7; 2020 = 87.0). Among Hispanic males, those aged 25–44 years had the highest rates in 2019 (47.6) and 2020 (57.3). The rate for Hispanic males aged 15–24 years increased 47% from 12.9 in 2019 to 18.9 in 2020.</p>



<p>Among females, the largest rate disparities between AI/AN and White decedents were observed among those aged 25–44 years, with the disparity increasing nearly 57% from 2019 to 2020 (2019 rate ratio&nbsp;=&nbsp;1.06; 2020 rate ratio&nbsp;=&nbsp;1.66). AI/AN females aged 25–44 years also had the largest relative increase in overdose death rate from 2019 to 2020 (88%).</p>



<p>A documented history of substance use was commonly reported for most decedents, with the highest proportion among White (78.3%), AI/AN (77.4%), and Hispanic (74.8%) decedents (<a></a><a href="https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/71/wr/mm7129e2.htm?s_cid=mm7129e2_w#T2_down" target="_blank" rel="noopener">Table 2</a>). However, the proportion of decedents with documented evidence of previous substance use treatment was low overall, with the lowest proportions among Black (8.3%), Hispanic (10.2%), and AI/AN (10.7%) decedents. Evidence of injection drug use was most prevalent among White (28.0%) and AI/AN (22.9%) decedents. Evidence of naloxone administration was highest among AI/AN (21.5%) decedents and lowest among A/PI (16.4%) decedents but was low in all groups.</p>



<p>In 2020, overdose death rates increased with increasing county-level income inequality ratios (the ratio of household income at the 80th percentile to income at the 20th percentile) across most racial/ethnic groups, but Black and Hispanic persons were disproportionally affected (<a></a><a href="https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/71/wr/mm7129e2.htm?s_cid=mm7129e2_w#F1_down" target="_blank" rel="noopener">Figure 1</a>). Among Black persons, the overdose rate for counties with the highest income inequality (46.5) was more than twice that of counties with the lowest income inequality (19.3). In counties with the lowest income inequality, the rate was highest among AI/AN persons (35.2); in counties with the highest income inequality, the rate was highest among Black persons (46.5). Among Hispanic persons, the overdose rate in counties with the highest income inequality (28.1) was more than twice that of counties with the lowest income inequality (11.4).</p>



<p>Drug overdose death rates were higher in counties with a higher potential capacity for treatment of mental health conditions (based on mental health provider availability), and this varied by race and ethnicity. Among Black persons, the drug overdose rate during 2020 in areas with the highest mental health provider availability (46.7) was more than 2.5 times as high as the rate in areas with the lowest rate of providers (17.2) (Supplementary Figure 1,&nbsp;<a href="https://stacks.cdc.gov/view/cdc/118654" target="_blank" rel="noopener">https://stacks.cdc.gov/view/cdc/118654</a>).</p>



<p>In 2020, the rates of opioid-involved deaths among Black and AI/AN persons in counties with at least one opioid treatment program were more than twice those in counties without opioid treatment programs (Black&nbsp;=&nbsp;34.3 versus 16.6; AI/AN&nbsp;=&nbsp;33.4 versus 16.2) (Supplementary Figure 2,&nbsp;<a href="https://stacks.cdc.gov/view/cdc/118655" target="_blank" rel="noopener">https://stacks.cdc.gov/view/cdc/118655</a>). In addition, the opioid-involved death rate among Black persons in counties with higher potential buprenorphine capacity from DATA-waived providers (35.4) was nearly triple that in counties with low potential capacity (12.3). Among counties with higher potential treatment capacity, overdose death rates increased 49% among Black persons from 2019 (23.7) to 2020 (35.4) and 55% among AI/AN persons (from 20.7 to 32.1) compared with 19% among White persons (from 24.0 to 28.6) (<a></a><a href="https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/71/wr/mm7129e2.htm?s_cid=mm7129e2_w#F2_down" target="_blank" rel="noopener">Figure 2</a>).</p>



<h2 class="wp-block-heading">Discussion</h2>



<p>This study highlights five critical findings on health disparities and inequities related to drug overdose deaths in the United States. First, from 2019 to 2020, disproportionate increases occurred among Black (44%) and AI/AN (39%) persons compared with those among White persons (22%). Among demographic subgroups, the rate among Black males aged ≥65 years increased to nearly seven times that of White males of the same age, and the rate among AI/AN females aged 25–44 years increased to nearly twice that of White females of the same age in 2020. Second, drug overdose death rates increased with increasing county-level income inequality, particularly among Black persons, among whom the overdose death rate was more than twice as high in areas with the highest income inequality as in areas with the lowest income inequality. Third, evidence of previous substance use treatment was lowest among Black decedents and approximately one half that of White decedents. Fourth, overdose death rates were highest in counties with higher potential substance use treatment capacity and mental health providers, and rates were more pronounced among Black and AI/AN persons than among White persons, likely associated with long-standing inequities in access to mental health and substance use care, including medications for opioid use disorder. Finally, evidence of naloxone administration was highest among AI/AN (21.5%) decedents and lowest among A/PI (16.4%) decedents but was low in all groups. These findings can help guide the implementation of equitable overdose prevention and response efforts.</p>



<p>Prioritizing prevention and substance use disorder treatment for persons in areas with higher economic inequities is particularly important for certain groups. Higher drug use has been reported in areas with more economic distress, which increases the risk for fatal overdose (<em>12</em>). Further, impacts of income inequality (e.g., housing instability, transportation access, and insurance status), long-standing mistrust in the health care system, stigma, and bias contribute to treatment access barriers (<em>12</em>–<em>14</em>). In this analysis, Black decedents were the least likely racial or ethnic group to have evidence of substance use treatment, and 2020 overdose rates were highest among Black and AI/AN persons in areas with high treatment provider availability. Although high-prevalence areas might have a greater proportion of treatment services, this higher potential treatment capacity might not reflect treatment services that are accessible to community members, especially in counties that cover large geographic areas. The clustering of providers in denser population centers could result in transportation barriers for persons residing in less populated areas of the county.<sup>¶¶</sup>&nbsp;Structural and policy-level interventions are essential to address these access barriers. These include expanding linkage to and retention in care, equitable access to treatment (e.g., medication for opioid use disorder) and behavioral health interventions, and harm reduction services (e.g., naloxone, comprehensive syringe services programs, and fentanyl test strips).</p>



<p>The COVID-19 pandemic has highlighted long-neglected disparities in access to and provision of health care among AI/AN, Black, and Hispanic persons (<em>11</em>). The findings in this report underscore the increasing impact of the escalating overdose crisis on these populations. More stigmatization, criminalization, and lack of access to evidence-based treatments among racial/ethnic minority groups with substance use disorders have been well-documented (<em>15</em>). These barriers might further elucidate the disparities observed in reported history of substance use treatment and overdose death rates by income inequality and mental health provider availability among Black and AI/AN persons. For example, Black persons have more limited access to buprenorphine treatment than do White persons, and in AI/AN communities underfunding of tribal clinics has affected the availability of mental health treatment (<em>9</em>,<em>14</em>). In addition, polysubstance use and the increasing proliferation of IMFs in the drug supply have exacerbated the surge in overdose deaths (<em>5</em>).</p>



<p>Prevention efforts must rapidly incorporate existing, evidence-based, culturally responsive interventions that address polysubstance use and social determinants of health to reduce inequities around prevention, treatment, and harm reduction. Integration of evidence-based substance use disorder treatment with culturally tailored traditional practices, spirituality, and religion might improve treatment acceptance among Black and AI/AN populations (<em>16</em><em>,</em><em>17</em>,<em>18</em>). Culturally specific awareness campaigns, employment in nontraditional and community settings, and trusted community prevention messengers to assist with linkages to treatment and harm reduction services could reduce stigma and mistrust as well as improve access and provision of care (<em>18</em>,<em>19</em>). In addition, expanding the current evidence base to address upstream drivers of inequity and implementing primary prevention efforts that focus on adverse childhood experiences that predispose persons to risk for substance use and substance use disorder as well as implementing trauma-informed care and services are critical.***</p>



<p>The findings in this report are subject to at least four limitations. First, analyses were limited to 26 jurisdictions reporting data to SUDORS, do not include all overdose deaths in the United States, and might not be generalizable. Second, overdose circumstance data are limited to information provided in investigative reports; therefore, overdose risk factors might be underestimated. Third, potential race and ethnicity misclassification might underestimate rates for certain populations, primarily Hispanic, AI/AN, and A/PI persons.<sup>†††</sup>&nbsp;Finally, because of low counts, rates for multiracial groups were not included in analyses.</p>



<p>Provisional estimates indicate continued increases in drug overdose deaths in 2021 (<em>20</em>). Health disparities and inequities are likely exacerbating these increases, particularly among racial/ethnic minority groups. Drug overdoses are preventable, and rapidly scaling up multisectoral, culturally responsive prevention efforts across federal, state, local, and tribal entities that place equity as a central tenet to address the escalating overdose crisis is urgently needed.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Acknowledgments</h3>



<p>Jurisdictions that participate in CDC’s Overdose Data to Action (OD2A) program and provide data to SUDORS, including state and jurisdictional health departments, vital registrar offices, and medical examiner and coroner offices; CDC OD2A team, Division of Overdose Prevention, National Center for Injury Prevention and Control, CDC.</p>



<p><a href="https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/71/wr/mm7129e2.htm?s_cid=mm7129e2_w#" target="_blank" rel="noopener">Top</a></p>



<p>Corresponding author: Mbabazi Kariisa,&nbsp;<a href="mailto:mkariisa@cdc.gov">mkariisa@cdc.gov</a>.</p>



<p><a href="https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/71/wr/mm7129e2.htm?s_cid=mm7129e2_w#" target="_blank" rel="noopener">Top</a></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><a></a><sup>1</sup>Division of Overdose Prevention, National Center for Injury Prevention and Control, CDC;&nbsp;<sup>2</sup>Peers and Partners, Inc., Atlanta, Georgia;&nbsp;<sup>3</sup>National Center for Injury Prevention and Control, CDC.</p>



<p><a href="https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/71/wr/mm7129e2.htm?s_cid=mm7129e2_w#" target="_blank" rel="noopener">Top</a></p>



<p>All authors have completed and submitted the International Committee of Medical Journal Editors form for disclosure of potential conflicts of interest. No potential conflicts of interest were disclosed.</p>



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<p>* SUDORS began in 2016 as part of CDC’s Enhanced State Opioid Overdose Surveillance (ESOOS) program, which funded 12 states, with an additional 20 states and DC funded in 2017 to abstract data on opioid overdose deaths. In 2019, SUDORS expanded to collect data on all drug overdose deaths from 47 states and DC (collectively referred to as jurisdictions) as part of CDC’s Overdose Data to Action (OD2A) program.&nbsp;<a href="https://www.cdc.gov/drugoverdose/od2a/index.html" target="_blank" rel="noopener">https://www.cdc.gov/drugoverdose/od2a/index.html</a></p>



<p><sup>†</sup>&nbsp;Alaska, Connecticut, DC, Delaware, Georgia, Kentucky, Maine, Massachusetts, Minnesota, Nevada, New Hampshire, New Jersey, New Mexico, North Carolina, Ohio, Oklahoma, Rhode Island, Tennessee, Utah, Vermont, Virginia, and West Virginia were funded to report cause of death data on all overdose deaths within the jurisdiction in 2019 and 2020. Illinois, Missouri, Pennsylvania, and Washington were funded to report cause of death data on ≥75% of all overdose deaths within a jurisdiction in 2019 and 2020. Jurisdictions were included in rate calculations if they met data submission deadlines and addressed data entry errors in 2019 and 2020. The analysis of circumstance data was limited to jurisdictions with medical examiner/coroner information and focused primarily on the most common characteristics of drug overdose deaths. Data for July–December 2020 for Tennessee were not included because the overall percentage of decedents with a medical examiner or coroner report was &lt;75%, which is the cutoff used in SUDORS for inclusion in analyses of overdose circumstances. There were &lt;1% of decedents with an unknown race/ethnicity.</p>



<p><sup>§</sup>&nbsp;Rates (deaths per 100,000 population) were age-adjusted to the 2000 U.S. standard population using the vintage year population of the data year. Rate ratios were calculated by dividing the rate for persons who were not White by the rate for White persons. For example, the 2019 rate ratio for Black persons was determined by dividing their rate in 2019 by the rate of White persons in that same year. Rates were based on occurrent deaths and resident population. Persons might possibly not have resided in the states where they died; however, a sensitivity analysis showed that in 2020, &gt;95% of overdose deaths occurred in the state where the decedent resided.</p>



<p><sup>¶</sup>&nbsp;The 2021 County Health Rankings used data from the 2015–2019 American Community Survey for the income inequality ratio. Income inequality is defined as the ratio of household income at the 80th percentile to income at the 20th percentile (i.e., when the incomes of all households in a county are listed from highest to lowest, the 80th percentile is the level of income at which only 20% of households have higher incomes, and the 20th percentile is the level of income at which only 20% of households have lower incomes). A higher inequality ratio indicates greater division between the top and bottom ends of the income spectrum. The specific ranges for income inequality groups are defined as low-income inequality (2.7–4.1), middle-income inequality (4.2–4.7), and high-income inequality (4.8–10.5). The 2021 County Health Rankings used 2020 data from the Centers for Medicare &amp; Medicaid Services National Provider Identification registry for the number of mental health providers.</p>



<p>** In 2000, DATA granted waivers to qualified physicians to prescribe buprenorphine in in-office settings for opioid use disorder treatment. In 2016, the Comprehensive Addiction and Recovery Act permitted nurse practitioners and physician assistants to obtain DATA waivers to prescribe buprenorphine. DATA-waived clinicians can provide office-based opioid treatment to 30, 100, or 275 patients at a given time. Potential treatment capacity was calculated by multiplying the number of DATA-waived providers by their maximum patient limit (30, 100, or 275 patients) and presented by tertile. The ranges for DATA-waived provider capacity are lowest capacity (0–119), middle capacity (120–769), and highest capacity (770–64,105).</p>



<p><sup>††</sup>&nbsp;Absolute rate change is the difference between 2019 and 2020 rates. Relative rate change is the absolute rate change divided by the 2019 rate, multiplied by 100.</p>



<p><sup>§§</sup>&nbsp;45 C.F.R. part 46.102(l)(2), 21 C.F.R. part 56; 42 U.S.C. Sect. 241(d); 5 U.S.C. Sect. 552a; 44 U.S.C. Sect. 3501 et seq.</p>



<p><sup>¶¶</sup>&nbsp;<a href="https://oig.hhs.gov/oei/reports/oei-12-17-00240.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://oig.hhs.gov/oei/reports/oei-12-17-00240.pdf</a></p>



<p><a href="https://www.cdc.gov/violenceprevention/pdf/preventingACES.pdf" target="_blank" rel="noopener">***&nbsp;https://www.cdc.gov/violenceprevention/pdf/preventingACES.pdf</a></p>



<p><sup>†††</sup>&nbsp;The categorization of race and ethnicity in SUDORS data was limited to the following classifications: American Indian or Alaska Native, Asian or Pacific Islander, Black, White, Hispanic, Multiracial, and Other. Separating the Hispanic category into different racial groups was not performed because it would yield small numbers and the inability to calculate stable rates.</p>



<h2 class="wp-block-heading">References</h2>



<ol class="wp-block-list"><li>Hedegaard H, Miniño AM, Spencer MR, Warner M. Drug overdose deaths in the United States, 1999–2020. NCHS data brief, no. 428. Hyattsville, MD: US Department of Health and Human Services, CDC, National Center for Health Statistics; 2021.&nbsp;<a href="http://doi.org/10.15620/cdc:112340" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://doi.org/10.15620/cdc:112340</a></li><li>Friedman JR, Hansen H. Evaluation of increases in drug overdose mortality rates in the US by race and ethnicity before and during the COVID-19 pandemic. JAMA Psychiatry 2022;79:379–81.&nbsp;<a href="http://doi.org/10.1001/jamapsychiatry.2022.0004" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://doi.org/10.1001/jamapsychiatry.2022.0004</a>&nbsp;<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/35234815" target="_blank" rel="noreferrer noopener">PMID:35234815</a></li><li>Mattson CL, Tanz LJ, Quinn K, Kariisa M, Patel P, Davis NL. 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J Law Med Ethics 2018;46:404–21.&nbsp;<a href="http://doi.org/10.1177/1073110518782949" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://doi.org/10.1177/1073110518782949</a>&nbsp;<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30146996" target="_blank" rel="noreferrer noopener">PMID:30146996</a></li><li>Dickerson DL, Brown RA, Johnson CL, Schweigman K, D’Amico EJ. Integrating motivational interviewing and traditional practices to address alcohol and drug use among urban American Indian/Alaska Native youth. J Subst Abuse Treat 2016;65:26–35.&nbsp;<a href="http://doi.org/10.1016/j.jsat.2015.06.023" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://doi.org/10.1016/j.jsat.2015.06.023</a>&nbsp;<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26306776" target="_blank" rel="noreferrer noopener">PMID:26306776</a></li><li>Substance Abuse and Mental Health Services Administration. The opioid crisis and the Black/African American population: an urgent issue. Rockville, MD: US Department of Health and Human Services, Substance Abuse and Mental Health Services Administration; 2020.&nbsp;<a href="https://store.samhsa.gov/product/The-Opioid-Crisis-and-the-Black-African-American-Population-An-Urgent-Issue/PEP20-05-02-001" target="_blank" rel="noopener">https://store.samhsa.gov/product/The-Opioid-Crisis-and-the-Black-African-American-Population-An-Urgent-Issue/PEP20-05-02-001</a></li><li>Soto C, West A, Unger J, et al. Addressing the opioid crisis in American Indian &amp; Alaska Native communities in California: a statewide needs assessment. Sacramento, CA: California Department of Health Care Services; 2019.&nbsp;<a href="https://ipr.usc.edu/wp-content/uploads/2019/11/USC_AI_Report.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://ipr.usc.edu/wp-content/uploads/2019/11/USC_AI_Report.pdf</a></li><li>Ahmad FB, Rossen LM, Sutton P. Provisional drug overdose death counts. Hyattsville, MD: US Department of Health and Human Services, CDC, National Center for Health Statistics; 2021.&nbsp;<a href="https://www.cdc.gov/nchs/nvss/vsrr/drug-overdose-data.htm" target="_blank" rel="noopener">https://www.cdc.gov/nchs/nvss/vsrr/drug-overdose-data.htm</a></li></ol>



<figure class="wp-block-table"><table><thead><tr><th scope="col">Race and ethnicity/Age group, yrs</th><th scope="col">No. (rate)</th><th scope="col">Absolute change<sup>¶</sup></th><th scope="col">Relative change (%)<sup>¶</sup></th><th scope="col">Rate ratio**</th></tr><tr><th scope="col">2019</th><th scope="col">2020</th><th scope="col">2019</th><th scope="col">2020</th></tr></thead><tbody><tr><td><strong>White</strong></td></tr><tr><td>All ages</td><td>21,921 (25.2)</td><td>26,625 (30.7)</td><td>5.5<sup>††</sup></td><td>22<sup>††</sup></td><td>Ref</td><td>Ref</td></tr><tr><td>15–24</td><td>1,315 (12.3)</td><td>1,749 (16.5)</td><td>4.2<sup>††</sup></td><td>34<sup>††</sup></td><td>Ref</td><td>Ref</td></tr><tr><td>25–44</td><td>11,641 (52.3)</td><td>14,016 (62.7)</td><td>10.4<sup>††</sup></td><td>20<sup>††</sup></td><td>Ref</td><td>Ref</td></tr><tr><td>45–64</td><td>8,187 (32.9)</td><td>9,901 (40.5)</td><td>7.6<sup>††</sup></td><td>23<sup>††</sup></td><td>Ref</td><td>Ref</td></tr><tr><td>≥65</td><td>761 (4.3)</td><td>932 (5.1)</td><td>0.8<sup>††</sup></td><td>19<sup>††</sup></td><td>Ref</td><td>Ref</td></tr><tr><td><strong>Black</strong></td></tr><tr><td>All ages</td><td>5,146 (27.0)</td><td>7,467 (38.9)</td><td>11.9<sup>††</sup></td><td>44<sup>††</sup></td><td>1.07</td><td>1.27</td></tr><tr><td>15–24</td><td>221 (7.8)</td><td>411 (14.5)</td><td>6.7<sup>††</sup></td><td>86<sup>††</sup></td><td>0.63</td><td>0.88</td></tr><tr><td>25–44</td><td>1,891 (35.4)</td><td>2,972 (54.7)</td><td>19.3<sup>††</sup></td><td>55<sup>††</sup></td><td>0.68</td><td>0.87</td></tr><tr><td>45–64</td><td>2,626 (58.5)</td><td>3,477 (77.6)</td><td>19.1<sup>††</sup></td><td>33<sup>††</sup></td><td>1.78</td><td>1.92</td></tr><tr><td>≥65</td><td>390 (17.8)</td><td>587 (25.7)</td><td>7.9<sup>††</sup></td><td>44<sup>††</sup></td><td>4.14</td><td>5.04</td></tr><tr><td><strong>AI/AN</strong></td></tr><tr><td>All ages</td><td>327 (26.2)</td><td>456 (36.4)</td><td>10.2<sup>††</sup></td><td>39<sup>††</sup></td><td>1.04</td><td>1.19</td></tr><tr><td>15–24</td><td>28 (14.4)</td><td>31 (16.0)</td><td>1.6</td><td>11</td><td>1.17</td><td>0.97</td></tr><tr><td>25–44</td><td>179 (50.5)</td><td>270 (75.1)</td><td>24.6<sup>††</sup></td><td>49<sup>††</sup></td><td>0.97</td><td>1.20</td></tr><tr><td>45–64</td><td>107 (36.1)</td><td>145 (49.3)</td><td>13.2</td><td>37</td><td>1.10</td><td>1.22</td></tr><tr><td>≥65</td><td>13<sup>§§</sup></td><td>—<sup>§§</sup></td><td>—<sup>§§</sup></td><td>—<sup>§§</sup></td><td>—<sup>§§</sup></td><td>—<sup>§§</sup></td></tr><tr><td><strong>A/PI</strong></td></tr><tr><td>All ages</td><td>203 (2.7)</td><td>252 (3.3)</td><td>0.6</td><td>22</td><td>0.11</td><td>0.11</td></tr><tr><td>15–24</td><td>27 (2.9)</td><td>31 (3.3)</td><td>0.4</td><td>14</td><td>0.24</td><td>0.20</td></tr><tr><td>25–44</td><td>136 (5.7)</td><td>160 (6.6)</td><td>0.9</td><td>16</td><td>0.11</td><td>0.11</td></tr><tr><td>45–64</td><td>37 (2.3)</td><td>55 (3.3)</td><td>1.0</td><td>43</td><td>0.07</td><td>0.08</td></tr><tr><td>≥65</td><td>—<sup>§§</sup></td><td>—<sup>§§</sup></td><td>—<sup>§§</sup></td><td>—<sup>§§</sup></td><td>—<sup>§§</sup></td><td>—<sup>§§</sup></td></tr><tr><td><strong>Hispanic</strong></td></tr><tr><td>All ages</td><td>2,473 (17.3)</td><td>3,081 (21.0)</td><td>3.7<sup>††</sup></td><td>21<sup>††</sup></td><td>0.69</td><td>0.68</td></tr><tr><td>15–24</td><td>209 (8.3)</td><td>323 (12.5)</td><td>4.2<sup>††</sup></td><td>51<sup>††</sup></td><td>0.67</td><td>0.76</td></tr><tr><td>25–44</td><td>1,399 (30.7)</td><td>1,716 (37.1)</td><td>6.4<sup>††</sup></td><td>21<sup>††</sup></td><td>0.59</td><td>0.59</td></tr><tr><td>45–64</td><td>812 (28.5)</td><td>965 (32.7)</td><td>4.2</td><td>15</td><td>0.87</td><td>0.81</td></tr><tr><td>≥65</td><td>49 (5.2)</td><td>76 (7.6)</td><td>2.4</td><td>46</td><td>1.21</td><td>1.49</td></tr></tbody></table></figure>



<p><strong>Source:</strong>&nbsp;State Unintentional Drug Overdose Reporting System.<br><strong>Abbreviations:</strong>&nbsp;A/PI&nbsp;=&nbsp;Asian or Pacific Islander; AI/AN&nbsp;=&nbsp;American Indian or Alaska Native; Ref = referent group.<br>* Rates are age-adjusted using the direct method and the 2000 U.S. standard population, except for age-specific crude rates. All rates are deaths per 100,000 population.<br><sup>†</sup>&nbsp;A/PI, AI/AN, Black, and White persons are non-Hispanic; Hispanic persons could be of any race. Data for Hispanic origin should be interpreted with caution; studies comparing Hispanic origin on death certificates and on U.S. Census Bureau surveys have shown inconsistent reporting on Hispanic ethnicity. Potential race misclassification might lead to underestimates for certain categories, primarily non-Hispanic A/PI and non-Hispanic AI/AN decedents.&nbsp;<a href="https://www.cdc.gov/nchs/data/series/sr_02/sr02_172.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.cdc.gov/nchs/data/series/sr_02/sr02_172.pdf</a><br><sup>§</sup>&nbsp;Includes 26 jurisdictions with complete data in 2019 and 2020: Alaska, Connecticut, Delaware, District of Columbia, Georgia, Illinois, Kentucky, Maine, Massachusetts, Minnesota, Missouri, Nevada, New Hampshire, New Jersey, New Mexico, North Carolina, Ohio, Oklahoma, Pennsylvania, Rhode Island, Tennessee, Utah, Vermont, Virginia, Washington, and West Virginia.<br><sup>¶</sup>&nbsp;Absolute rate change is the difference between 2019 and 2020 rates. Relative change is the absolute rate change divided by the 2019 rate, multiplied by 100.<br>** Rate ratio is calculated by dividing the rate for persons of race/ethnicities other than White by the rate for White persons. For example, the 2019 rate ratio for Black persons is determined by dividing their rate in 2019 by the rate of White persons in that same year.<br><sup>††</sup>&nbsp;Statistically significant (p value &lt;0.05). Nonoverlapping CIs were used to assess statistical significance between 2019 and 2020. The method of comparing CIs is a conservative method for statistical significance; caution should be observed when interpreting a nonsignificant difference when the lower and upper limits being compared overlap only slightly.<br><sup>§§</sup>&nbsp;Cells with nine or fewer deaths are not reported. Rates based on &lt;20 deaths are not considered reliable and are not reported.</p>



<figure class="wp-block-table"><table><thead><tr><th scope="col">Characteristic<sup>¶</sup></th><th scope="col">No. (%)</th></tr><tr><th scope="col">White</th><th scope="col">Black</th><th scope="col">AI/AN</th><th scope="col">A/PI</th><th scope="col">Hispanic</th><th scope="col">Total</th></tr></thead><tbody><tr><td>Other substance use problem**</td><td>37,128 (78.3)</td><td>9,127 (74.0)</td><td>603 (77.4)</td><td>320 (71.0)</td><td>4,119 (74.8)</td><td><strong>52,052 (77.2)</strong></td></tr><tr><td>Treatment for substance use/misuse<sup>††</sup></td><td>7,780 (16.4)</td><td>1,024 (8.3)</td><td>82 (10.7)</td><td>58 (12.9)</td><td>560 (10.2)</td><td><strong>9,621 (14.3)</strong></td></tr><tr><td>Bystander present</td><td>19,460 (41.0)</td><td>5,259 (42.7)</td><td>413 (53.0)</td><td>186 (41.2)</td><td>2,475 (44.9)</td><td><strong>28,246 (41.9)</strong></td></tr><tr><td>Naloxone administered</td><td>9,353 (19.7)</td><td>2,501 (20.3)</td><td>166 (21.5)</td><td>74 (16.4)</td><td>1,025 (18.6)</td><td><strong>13,311 (19.8)</strong></td></tr><tr><td>Recent relapse</td><td>3,895 (8.2)</td><td>424 (3.4)</td><td>48 (6.2)</td><td>18 (4.0)</td><td>350 (6.4)</td><td><strong>4,793 (7.1)</strong></td></tr><tr><td>Previous overdose</td><td>5,489 (11.6)</td><td>1,094 (8.9)</td><td>80 (10.3)</td><td>26 (5.8)</td><td>476 (8.6)</td><td><strong>7,256 (10.8)</strong></td></tr><tr><td>Recent release from jail</td><td>1,497 (3.2)</td><td>400 (3.2)</td><td>30 (3.9)</td><td>—<sup>§§</sup></td><td>215 (3.9)</td><td><strong>2,173 (3.2)</strong></td></tr><tr><td>Current treatment for pain</td><td>4,453 (9.4)</td><td>810 (6.6)</td><td>65 (8.4)</td><td>20 (4.4)</td><td>293 (5.3)</td><td><strong>5,709 (8.5)</strong></td></tr><tr><td>Evidence of injection</td><td>13,255 (28.0)</td><td>1,366 (11.1)</td><td>177 (22.9)</td><td>77 (17.1)</td><td>1,075 (19.5)</td><td><strong>16,188 (24.0)</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p><strong><strong>Source:</strong></strong>&nbsp;SUDORS.<br><strong><strong>Abbreviations:</strong></strong>&nbsp;A/PI&nbsp;=&nbsp;Asian or Pacific Islander; AI/AN&nbsp;=&nbsp;American Indian or Alaska Native; SUDORS = State Unintentional Drug Overdose Reporting System.<br>* Totals include persons who are multiracial or have an unknown race and ethnicity.<br><sup>†</sup>&nbsp;A/PI, AI/AN, Black, and White persons were non-Hispanic. Hispanic persons could be of any race. Data for Hispanic origin should be interpreted with caution; studies comparing Hispanic origin on death certificates and on U.S. Census Bureau census surveys have shown inconsistent reporting on Hispanic ethnicity. Potential race misclassification might lead to underestimates for certain categories, primarily non-Hispanic A/PI and non-Hispanic AI/AN decedents.&nbsp;<a href="https://www.cdc.gov/nchs/data/series/sr_02/sr02_172.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.cdc.gov/nchs/data/series/sr_02/sr02_172.pdf</a><br><sup>§</sup>&nbsp;Includes 26 jurisdictions with complete data in 2019 and 2020: Alaska, Connecticut, Delaware, District of Columbia, Georgia, Illinois, Kentucky, Maine, Massachusetts, Minnesota, Missouri, Nevada, New Hampshire, New Jersey, New Mexico, North Carolina, Ohio, Oklahoma, Pennsylvania, Rhode Island, Tennessee, Utah, Vermont, Virginia, Washington, and West Virginia. Analysis of circumstance data was limited to cases with a medical examiner/coroner report and focused primarily on the most common characteristics of drug overdose deaths. Data for July–December 2020 for Tennessee were not included because the overall percentage of decedents with a medical examiner or coroner report was &lt;75%, which is the cutoff used in SUDORS for inclusion in analyses of overdose circumstances.<br><sup>¶</sup>&nbsp;Missing values were excluded from calculations of percentages. Percentages might not sum to 100% because of rounding. A total of 445 decedents were of an unknown race/ethnicity.<br>** Includes documented evidence of a substance use disorder for substances other than alcohol.<br><sup>††</sup>&nbsp;Includes documented evidence of past or current substance use disorder treatment.<br><sup>§§</sup>&nbsp;Cells with nine or fewer deaths are not reported.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>FIGURE 1</strong>.&nbsp;<strong>Age-adjusted rates* of drug overdose deaths, by race/ethnicity<sup>†</sup>&nbsp;and income inequality ratio<sup>§</sup>&nbsp;— 25 states and the District of Columbia,<sup>¶</sup>&nbsp;2020</strong></h5>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/71/wr/figures/mm7129e2-f1.gif?_=90182" alt="The figure is a chart showing age-adjusted rates of drug overdose deaths by race/ethnicity and income inequality ratio in 25 states and the District of Columbia during 2020." title="Drug Overdose Deaths, by Selected Sociodemographic and Social Determinants of Health Characteristics — 25 States and the District of Columbia, 2019–2020"/></figure>



<p><strong>Abbreviations:</strong>&nbsp;A/PI = Asian or Pacific Islander; AI/AN = American Indian or Alaska Native.</p>



<p>* Rates (overdose deaths per 100,000 population) age-adjusted to the 2000 U.S. standard population using the vintage year population of the data year.</p>



<p><sup>†</sup>&nbsp;A/PI, AI/AN, Black, and White persons are non-Hispanic; Hispanic persons could be of any race. Data for Hispanic origin should be interpreted with caution; studies comparing Hispanic origin on death certificates and on U.S. Census Bureau surveys have shown inconsistent reporting on Hispanic ethnicity. Potential race misclassification might lead to underestimates for certain categories, primarily non-Hispanic A/PI and non-Hispanic AI/AN decedents.&nbsp;<a href="https://www.cdc.gov/nchs/data/series/sr_02/sr02_172.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.cdc.gov/nchs/data/series/sr_02/sr02_172.pdf</a></p>



<p><sup>§</sup>&nbsp;The 2021 County Health Rankings used data from the 2015–2019 American Community Survey for the income inequality ratio. Income inequality is defined as the ratio of household income at the 80th percentile to income at the 20th percentile (i.e., when the incomes of all households in a county are listed from highest to lowest, the 80th percentile is the level of income at which only 20% of households have higher incomes, and the 20th percentile is the level of income at which only 20% of households have lower incomes). A higher inequality ratio indicates greater division between the top and bottom ends of the income spectrum. The specific ranges for income inequality groups are defined as lowest (2.7–4.1), middle (4.2–4.7), and highest (4.8–10.5).</p>



<p><sup>¶</sup>&nbsp;Alaska, Connecticut, Delaware, District of Columbia, Georgia, Kentucky, Maine, Massachusetts, Minnesota, Nevada, New Hampshire, New Jersey, New Mexico, North Carolina, Ohio, Oklahoma, Rhode Island, Tennessee, Utah, Vermont, Virginia, and West Virginia were funded to report cause of death data on all overdose deaths within the jurisdiction in 2019 and 2020. Illinois, Missouri, Pennsylvania, and Washington were funded to report cause of death data on ≥75% of all overdose deaths within a jurisdiction in 2019 and 2020. Jurisdictions were included in rate calculations if they met data submission deadlines and addressed data entry errors in 2019 and 2020.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>FIGURE 2</strong>.&nbsp;<strong>Changes in age-adjusted* rates<sup>†</sup>&nbsp;of opioid overdose deaths, by race/ethnicity<sup>§</sup>&nbsp;and Drug Addiction Treatment Act–waived provider capacity<sup>¶</sup>&nbsp;tertile — 25 states and the District of Columbia,** 2019–2020</strong></h5>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/71/wr/figures/mm7129e2-f2.gif?_=90184" alt="The figure is a chart showing changes in age-adjusted rates of opioid overdose deaths by race/ethnicity and Drug Addiction Treatment Act–waived provider capacity tertile in 25 states and the District of Columbia during 2019–2020." title="Drug Overdose Deaths, by Selected Sociodemographic and Social Determinants of Health Characteristics — 25 States and the District of Columbia, 2019–2020"/></figure>



<p><strong>Abbreviations:</strong>&nbsp;A/PI = Asian or Pacific Islander; AI/AN = American Indian or Alaska Native; DATA = Drug Addiction Treatment Act.</p>



<p>* Rates (overdose deaths per 100,000 population) age-adjusted to the 2000 U.S. standard population using the vintage year population of the data year.</p>



<p><sup>†</sup>&nbsp;Rates based on &lt;20 deaths are not considered reliable and not reported. This suppression rule applied to A/PI and AI/AN persons in the lowest-capacity tertile as well as A/PI persons in the medium-capacity tertile for 2019 and 2020. The suppression rule also applied to Hispanic persons in the lowest-capacity tertile in 2019; however, the age-adjusted rate for Hispanic persons in 2020 (8.9 per 100,000) was not presented because it could not be compared with a 2019 rate.</p>



<p><sup>§</sup>&nbsp;A/PI, AI/AN, Black, and White persons are non-Hispanic; Hispanic persons could be of any race. Data for Hispanic origin should be interpreted with caution; studies comparing Hispanic origin on death certificates and on U.S. Census Bureau surveys have shown inconsistent reporting of Hispanic ethnicity. Potential race misclassification might lead to underestimates for certain categories, primarily non-Hispanic A/PI and non-Hispanic AI/AN decedents.&nbsp;<a href="https://www.cdc.gov/nchs/data/series/sr_02/sr02_172.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.cdc.gov/nchs/data/series/sr_02/sr02_172.pdf</a></p>



<p><sup>¶</sup>&nbsp;In 2000, DATA granted waivers to qualified physicians to prescribe buprenorphine in in-office settings for opioid use disorder treatment. In 2016, the Comprehensive Addiction and Recovery Act permitted nurse practitioners and physician assistants to obtain DATA waivers to prescribe buprenorphine. DATA-waived clinicians can provide office-based opioid treatment to 30, 100, or 275 patients at a given time. Potential treatment capacity was calculated by multiplying the number of DATA-waived providers by their maximum patient limit (30, 100, or 275 patients) and presented by tertile. The specific ranges for DATA-waived provider capacity are lowest capacity (0–119), middle capacity (120–769), and highest capacity (770–64,105).</p>



<p>** Alaska, Connecticut, Delaware, District of Columbia, Georgia, Kentucky, Maine, Massachusetts, Minnesota, Nevada, New Hampshire, New Jersey, New Mexico, North Carolina, Ohio, Oklahoma, Rhode Island, Tennessee, Utah, Vermont, Virginia, and West Virginia were funded to report cause of death data on all overdose deaths within the jurisdiction in 2019 and 2020. Illinois, Missouri, Pennsylvania, and Washington were funded to report cause of death data on ≥75% of all overdose deaths within a jurisdiction in 2019 and 2020. Jurisdictions were included in rate calculations if they met data submission deadlines and addressed data entry errors in 2019 and 2020.</p>



<p id="suggestedcitation"><strong>Suggested citation for this article:</strong>&nbsp;Kariisa M, Davis NL, Kumar S, et al.&nbsp;<em>Vital Signs:&nbsp;</em>Drug Overdose Deaths, by Selected Sociodemographic and Social Determinants of Health Characteristics — 25 States and the District of Columbia, 2019–2020. MMWR Morb Mortal Wkly Rep 2022;71:940–947. DOI:&nbsp;<a href="http://dx.doi.org/10.15585/mmwr.mm7129e2" target="_blank" rel="noreferrer noopener">http://dx.doi.org/10.15585/mmwr.mm7129e2</a>.</p>



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		<pubDate>Wed, 26 Jan 2022 19:30:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>ROUDINESCO, Elisabeth Dicionário Amoroso da Psicanálise, tradução André Telles, Rio de Janeiro, 2019.Traduzido de Dictionaire amoureux de lá psychanalyse, Paris, Éditions Plon/Seuil, Paris, 2017. Cidades brasileiras 136 tons de pele Bem mais que nas outras regiões do mundo, as cidades brasileiras foram o receptáculo de todas as contradições possíveis da psicanálise. Nesse país que aglutina [&#8230;]</p>
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<p>ROUDINESCO, Elisabeth Dicionário Amoroso da Psicanálise, tradução André Telles, Rio de Janeiro, 2019.<br>Traduzido de Dictionaire amoureux de lá psychanalyse, Paris, Éditions Plon/Seuil, Paris, 2017.</p>



<figure class="wp-block-image alignleft size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://obaratonodiva.com.br/wp-content/uploads/2022/01/o-barato-no-diva-pontos-nada-cardeais3_1.jpg" alt="" class="wp-image-3709" width="303" height="255"/><figcaption><em>Rio de Janeiro 1925</em></figcaption></figure>



<p><strong>Cidades brasileiras 136 tons de pele</strong></p>



<p style="font-size:15px">Bem mais que nas outras regiões do mundo, as cidades brasileiras foram o receptáculo de todas as contradições possíveis da psicanálise. Nesse país que aglutina vários países, as cidades desempenharam um papel considerável na expansão de todas as correntes da psicanálise. Todas reivindicam identidade própria, não obstante encontremos características comuns em cada uma delas. Nessas cidades &#8211; Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Porto Alegre, Campinas, Belo Horizonte -, tive uma acolhida calorosa e sempre me surpreendeu a paixão com que, há diversas gerações, os brasileiros das grandes cidades se interessam não só por todas as formas de psicoterapia e medicina da alma, como também por sua história e a história mundial da psicanálise. Tudo se passa como se sua curiosidade pela alteridade os impelisse cada vez mais a compreender e escutar as diferenças culturais. Uma pesquisa listou no Brasil 136 tons de pele: brancas, negras, pardas, oliva, morenas, amarelas, indefiníveis. Nada mais estimulante do que dar conferências nas cidades brasileiras perante um público entusiástico, atento e generoso. Em cada cidade, existem dezenas de associações psicanalíticas, inúmeros institutos de ensino e iniciação à clínica. Quanto aos terapeutas, interrogam-se tanto sobre os distúrbios psíquicos &#8211; coletivos ou individuais &#8211; como sobre a maneira de abordá-los nos meios sociais mais pobres, em especial nas favelas.</p>



<p><strong>Cidades brasileiras</strong></p>



<p>Em todas essas cidades sinto-me em casa, e a cada périplo encontro os mesmos amigos, minha editora Cristina Zahar e meus ex-doutorandos, agora professores, que também encontro no mês de janeiro, em Paris. Pois é durante o inverno europeu que os brasileiros vão ao estrangeiro. Os que conheço e amo viajam muito e falam várias línguas – Ana Maria Gageiro, Catarina Koltai, Marco Antônio Coutinho Jorge, Paulo Ceccarelli –, adoram frequentar os bistrôs parisienses, passar noites inteiras trocando ideias e participar de seminários na universidade. Como muitos latino americanos, são elegantes e corteses, preocupados com sua aparência e seu corpo, atentos à beleza das peles, da mais clara à mais morena. Atravessam com facilidade as fronteiras, apreciam a estética das “passagens” tão bem descritas por Walter Benjamin. Gostam de flanar, de jantares festivos, passeios, presentes, de cultivar a autoestima. Gosto dos psicanalistas brasileiros, aprecio seu saber clínico, suas qualidades terapêuticas, seu pragmatismo, sua curiosidade insaciável, sua capacidade de fazer a cultura freudiana viver e de zombar sutilmente da arrogância com que seus pares franceses continuam a tentar colonizá-los, tomando-se por gurus. </p>



<figure class="wp-block-image alignright size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://obaratonodiva.com.br/wp-content/uploads/2022/01/o-barato-no-diva-pontos-nada-cardeais3_2.jpg" alt="" class="wp-image-3710" width="289" height="324"/><figcaption><em>Rio de Janeiro 2022</em></figcaption></figure>
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		<title>Pontos nada Cardeais III</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Dec 2021 14:24:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma geografia sensível a partir do Dicionário Amoroso da Psicanálise. ROUDINESCO, Elisabeth Dicionário Amoroso da Psicanálise, tradução André Telles, Rio de Janeiro, 2019.Traduzido de Dictionaire amoureux de lá psychanalyse, Paris, Éditions Plon/Seuil, Paris, 2017. Cidade do México O mexicano não é uma essência, mas uma históriaNesse país que cultivava laços importantes com o império dos [&#8230;]</p>
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<p>Uma geografia sensível a partir do Dicionário Amoroso da Psicanálise.</p>



<p>ROUDINESCO, Elisabeth Dicionário Amoroso da Psicanálise, tradução André Telles, Rio de Janeiro, 2019.<br>Traduzido de Dictionaire amoureux de lá psychanalyse, Paris, Éditions Plon/Seuil, Paris, 2017.</p>



<p>Cidade do México</p>



<p>O mexicano não é uma essência, mas uma história<br>Nesse país que cultivava laços importantes com o império dos Habsburgo, especialmente no momento da trágica expedição do imperador Maximiliano (1864-67), a psicanálise nunca se constituiu em verdadeiro movimento, ainda que alguns atores, pitorescos, tenham desempenhado ali um papel importante, como Erich Fromm, oriundo de uma família judia alemã, emigrado para os Estados Unidos, depois radicado na Cidade do México em 1950, ou Igor Caruso, vindo de Viena, e Santiago Ramírez, pai fundador da primeira sociedade psicanalítica mexicana. Admirador de Benito Juárez, laico e jacobino, Ramírez se casou com uma católica fervorosa que venerava as valsas de Viena.</p>



<p>Foram sem dúvida essa situação particular e os tumultos da revolução de 1910 que fizeram do México a Terra Prometida de diversas experiências inéditas. Atesta isso, se necessário, a do mosteiro de Cuernavaca. Sempre que vou à Cidade do México, me impressiona a multiplicação dos grupos de terapeutas, cada qual reivindicando uma linha, todos muito dinâmicos e ao mesmo tempo politicamente engajados na vida social dessa megalópole barroca. A psicanálise mexicana lembra um poema de Octavio Paz: &#8220;Toda cultura nasce da mistura, do encontro, dos choques. No caminho contrário, é do isolamento que morrem as civilizações.”</p>



<p>O que me fascina nessa cidade gigantesca e extremamente violenta é efetivamente essa mistura entre diversas heranças que convivem: a da cultura pré-colombiana e do período colonial, e aquela, muito mais próxima, do período do entreguerras. Não imagino ir à Cidade do México sem visitar os lugares que me lembram a história do exílio de Leon Trotski e de sua amizade com dois dos maiores pintores da modernidade latino-americana: Diego Rivera e Frida Kahlo. Sei que, em caso de perigo maior, poderia exilar-me nessa megalópole. Meu amigo Helí Morales, grande admirador de Trótski e dos nós borromeanos de Lacan, sempre me disse que sua casa, parecida com a de Frida, era minha. Hospitalidade incondicional.</p>



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		<title>GREF ¹ um breve relato: onde tudo começou. Parte II</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Dec 2021 14:02:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[não há drogados felizes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Série história/memórias Ao buscar ampliar as práticas que pudessem apurar nosso atendimento das formas mais intrincadas de apresentação clínica dos abusos e dependências de drogas, decidimos começar a estudar precocemente um dos aspectos mais controversos e desafiadores desta clínica: a questão das múltiplas facetas e recortes conceituais envolvendo o termo antissocial. Foi assim que introduzimos [&#8230;]</p>
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<p>Série história/memórias</p>



<p></p>



<p>Ao buscar ampliar as práticas que pudessem apurar nosso atendimento das formas mais intrincadas de apresentação clínica dos abusos e dependências de drogas, decidimos começar a estudar precocemente um dos aspectos mais controversos e desafiadores desta clínica: a questão das múltiplas facetas e recortes conceituais envolvendo o termo antissocial. Foi assim que introduzimos o estudo do livro&nbsp;<strong><em>Privação e Delinquência</em></strong>&nbsp;de Winnicott, na sequência do livro de Olievenstein&nbsp;<strong><em>Não há drogados felizes</em></strong>. Encontramos muita abertura na direção que buscávamos encontrar na posição contracorrente de Winnicott quando ele fez a descrição do que viria a ser conhecido como tendência antissocial. E isto, já estávamos fazendo naqueles anos pioneiros do início dos anos 80, ainda sem muita clareza de como estávamos transgredindo e rompendo com uma certa tradição. A proximidade que a psiquiatria ainda mantinha com a perspectiva psicodinâmica tornava a percepção de que as buscas inquietas destes psiquiatras-residentes ainda mantinham uma certa continuidade com o grande campo da psiquiatria. Primeiro buscávamos detectar os transtornos de personalidade; de maneira a não subestimar a importância de um conjunto de sintomas que afetavam seriamente a vida do portador daquela condição; em seguida era preciso desacreditar parcialmente deste diagnóstico ao apostar na cura ao menos parcial dos problemas elencados que poderiam ser associados a este diagnóstico.</p>



<p>De forma isolada a leitura de Winnicott deslocou o caráter excessivamente pessimista, intrinsicamente fechado e pejorativo como eram vistos os pacientes que preenchiam critérios para o diagnóstico de transtorno de personalidade. Com ele tivéramos contato com o conceito de tendência antissocial na infância, e a diferenciação diagnóstica desta tendência daquilo que seria a delinquência, instalada posteriormente. Embora houvesse esta diferenciação inspiradora e completamente original muitos de nossos pacientes adultos jovens já tinham uma longa trajetória existencial, com histórico de atos antissociais de severidade variável. Os problemas que precisávamos enfrentar clinicamente com nossos pacientes adultos não eram contemplados de forma direta pelas formulações de Winnicott; mesmo assim a semente de seu pensamento original, serviu para pavimentar um caminho para uma clínica com mais esperança. </p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lirp.cdn-website.com/24f02e8e/dms3rep/multi/opt/n%C3%A3o-ha-drogas-felizes-1920w.jpg" alt=""/></figure>



<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>



<p>GREFE¹: grupo de estudos sobre farmacodependência, fundado por 3 residentes de 1º ano, da Residência em Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, em 1982: Ariel Bogochvol, Diva Reale e Luiza Helena Vilas Boas. </p>



<p> A questão da relação do antissocial – que deve ser devidamente distinguido em comportamento, ato, traço ou personalidade &#8211; e o uso de drogas ilícitas, não pode ser bem discutido se não se levar em conta o efeito do estatuto ilegal de determinadas drogas que a história do proibicionismo revela (Carneiro, 2018). Reduzir o gesto de experimentação ou uso de uma droga ilícita como algo primeiramente antissocial, e como um problema em si, desconhece alguns aspectos cuja discussão crítica aprimora a abordagem clínica. Primeiro que entre adolescentes e jovens a busca pelo proibido, por aquilo que carrega uma excitação adicional à exploração do desconhecido, além de ser relativamente comum, não indica necessariamente algo a ser aproximado de qualquer tendência antissocial ou característica psicopatológica.<br>Um segundo aspecto advém do conhecimento da existência de determinantes sociais e culturais cujos estudos antropológicos das subculturas de usuários de drogas específicas (MacRae, Simões, 2004) são capazes de trazer à luz para tonificar o conjunto de saberes e inspirar práticas terapêuticas mais acuradas. A partir da perspectiva que estes estudos adotam reconhecemos que existem práticas comuns de trocas muito mais ligadas a um tipo de solidariedade grupal do que por interesses comerciais propriamente ditos. Portanto é preciso investigar o sentido que o uso ou mesmo as trocas entre usuários de pequenas quantidades da droga adquire. Além disso ao avaliar um paciente usuário dependente, é preciso lembrar e investigar na anamnese quais e como se instituíram seus rituais de consumo, bem como qual é o seu pertencimento subculturas ou grupos de usuários de drogas específicas, lembrando também que se deve levar em consideração o quanto estes usuários são ou não incluídos em setores socialmente integrados (MacRae, Simões, 2016; Veríssimo, 2016].<br>Para poder instituir esta forma interdisciplinar de cuidar de nossos pacientes tínhamos de fazer uma dupla operação, uma de validação e outra de invalidação parcial dos diagnósticos psiquiátricos que continuávamos aprendendo.<br>Este duplo movimento implicava primeiro em reconhecer a tradição que se constitui na construção de um determinado campo de conhecimento e práticas correlatas, como o da psiquiatria pautada no modelo médico, hoje hegemônico. Este era um primeiro movimento necessário. Estabelecer uma ruptura com este mesmo campo tornou-se necessário. Por quê? A reprodução fiel dos aprendizados circunscritos a este campo médico hegemônico foi mostrando um efeito clínico indesejável: para certos diagnósticos, principalmente aqueles relacionados aos chamados transtornos de personalidade, produzia um efeito de fechamento excessivo do prognóstico. Entendo hoje que este movimento de ruptura trouxe uma vantagem ética; vantagem na medida em que parecia poder ser possível vislumbrar uma ampliação do campo existencial de inclusão e de conquista de autonomia para estes pacientes. Para isto acontecer e não incorrermos em enrijecer nossas posturas neste campo inaugurado, devíamos ser capazes de manter uma postura de apaixonamento e distanciamento, aceitando que estas eventuais inovações, fruto destas transgressões epistêmicas que eventualmente cometemos, precisariam ser expostas e passarem pela provação de poderem ser debatidas e investigadas pelos pares diretos e pelo conjunto de profissionais que haviam se disposto a se dedicar seriamente a ampliar nosso campo de atuação clínica. <br>Enquanto um grupo de estudos, ligado diretamente a uma instituição médica, nos deparamos com um problema: estas abordagens não circunscritas ao modelo médico tradicionalmente usado nas pesquisas epidemiológicas, geravam um produto ou sumo de aprendizado que quase não encontrava espaço nas revistas de psiquiatria mais almejadas do ponto de vista editorial. Éramos meros residentes de psiquiatria dando seus primeiros passos, e, alguns de nós, já tínhamos a determinação e convicção de que a psicanálise seria o complemento formativo imprescindível. Sem que conseguíssemos publicar os trabalhos clínicos, enquanto grupo tínhamos pouca chance de sobreviver de forma independente naquela instituição. E isso veio de fato a acontecer ao cabo de cinco anos de existência solo: o GREF foi assimilado ao GREA, seguindo um movimento geral desta subespecialidade clínica que hoje denominamos ‘álcool e outras drogas’: reunir num mesmo grupo o estudo, pesquisa e tratamento de pacientes com diagnósticos associados ao conjunto de substâncias psicoativas, lícitas ou ilícitas. E com esta assimilação também minguaram neste novoo IPQ, as práticas clínicas psicodinâmicas e interdisciplinares, tal como havíamos instituído no GREF, nestes seus cinco anos de existência solo.<br>O desejo de manter-se independente do mainstreaming, exigiu uma busca de espaço para instituir novos projetos. Como médica psiquiatra concursada do estado, no Ambulatório de saúde mental da Lapa, a partir de 1985, pude reunir condições para criar elaborar e implantar em 1991 o PPUID, Projeto Prevenção ao Uso Indevido de Drogas e Aids (PPUID-Aids/ERSA-2, 91-94), gestado desde 1989.<br>Sendo uma história feita de rupturas, descontinuidade e retomadas em novos contextos e com novos formatos, poder ser contada e veiculada em distintos contextos e veículos. A elucidação, ao menos parcial de como o pensamento clínico axial presente no Barato no divã foi sendo formado, encontrou um apoio inicial na narrativa desta história (Reale, 2021).</p>



<p><strong>Referências</strong><br>Carneiro, H. <strong>A história do proibicionismo.</strong> São Paulo, Autonomia libertária, 2018.<br>MacRae, E; Simões, J. A. A subcultura da maconha, seus valores e rituais entre setores socialmente integrados. In: MacRae, E; Alves, W.C. (orgs). <strong>Fumo de Angola: canabis, racismo, resistência cultural e espiritualidade.</strong> Salvador, EDUFBA, 2016. p. 261-274.<br>Reale, D. <strong>Estudo de caso: O Barato no divã, relato de uma experiência.</strong> Trabalho apresentado no Seminário Educação, do VIIIº Congresso Internacional da ABRAMD. Por uma Política de drogas Democrática, Inclusiva e Diversa, Recife/online (regime híbrido), 12/11/2021 (versão online).</p>



<p>Veríssimo, M. Do maconheiro ao <em>canabier</em>: os autocultivos, domésticos, e outras domesticações. In: MacRae, E; Alves, W.C. (orgs). <strong>Fumo de Angola: canabis, racismo, resistência cultural e espiritualidade.</strong> Salvador, EDUFBA, 2016. p. 275-295.</p>
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		<pubDate>Wed, 03 Nov 2021 20:27:31 +0000</pubDate>
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<p>Uma geografia sensível a partir do Dicionário Amoroso da Psicanálise.</p>
<p>ROUDINESCO, Elisabeth Dicionário Amoroso da Psicanálise, tradução André Telles, Rio de Janeiro, 2019.</p>
<p class="text-align-left">Traduzido de Dictionaire amoureux de lá psychanalyse, Paris, Éditions Plon/Seuil, Paris, 2017.</p>
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<p>Budapeste</p>
<p>Prazer do irracional</p>
<p>Depois de Viena, sua irmã gêmea, Budapeste foi a segunda cidade dos primórdios da psicanálise. A ponto de, após a Primeira Guerra Mundial, Freud cogitar fazê-la capital de seu movimento. Em pleno coração da Mittel europa, e durante o longo declínio da famigerada monarquia bicéfala que unia o reino da Hungria ao império dos Habsburgo, a atividade freudiana foi bastante intensa ali, em especial durante o abençoado período da Belle Époque e graças ao lugar eminente ocupado por Sandor Ferenczi, intelectual de grande talento e clínico inaudito, autor de uma obra importante e de uma correspondência volumosa com Freud, de quem era o discípulo mais próximo. Freud gostava dele como de um filho e sonhou inclusive em dar-lhe sua filha Mathilde como esposa, tendo-lhe confessado no dia seguinte ao casamento desta com Robert Hollitscher: &#8220;Posso lhe confessar agora”, escreve-lhe em 7 de fevereiro de 1909, “nesse verão eu bem gostaria de vê-lo no lugar do rapaz, de quem aprendi a gostar desde então e que agora partiu com a minha filha.”</p>
<p>Manifestamente, teria desejado que seus futuros netos fossem também herdeiros daquele a quem considerava um membro de sua família, oriundo do mesmo cadinho cultural que o seu. E, em 2 de março de 1917, quando soube que Matilde não poderia ser mãe, escreveu estas palavras ao amigo: “Convém notar que, se tivesse se casado com Mathilde, você não teria tido filhos, o que aliás eu ainda não sabia na época.&#8221; Foi a ele também que contou, em novembro de 1917, que estava em vias de tratar um doloroso edema no palato, e fumando cada vez mais charutos. Freud, o darwiniano racionalista, não estava ao abrigo das piores incoerências.</p>
</div>
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<p><figure style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" id="1667215909" src="https://lirp.cdn-website.com/24f02e8e/dms3rep/multi/opt/buenos-aires-1920w.jpg" alt="Buenos Aires 1930" width="1600" height="918" data-dm-image-path="https://irp.cdn-website.com/24f02e8e/dms3rep/multi/buenos-aires.jpg"><figcaption class="wp-caption-text">(Buenos Aires &nbsp;1930)</figcaption></figure></p>
</div>
<div id="1343164283" class="dmNewParagraph" data-dmtmpl="true" data-element-type="paragraph" data-version="5" data-uialign="center">
<p><span class="">Buenos Aires</span></p>
<p>Sonhar o Eu</p>
<p>Historiadores e sociólogos sempre se perguntaram por que a psicanálise causou tamanho impacto na Argentina, a ponto de constituir uma espécie de cultura de massa e um verdadeiro fenômeno social. Segundo pude estabelecer, sabemos que no fim do século XX o número de psicanalistas proporcionalmente à população era um dos mais altos do mundo, ao lado da França e da Suíça. Quanto às sociedades psicanalíticas argentinas, seu número é igualmente significativo, bem como sua diversidade, uma vez que elas agrupam todas as tendências do freudismo.</p>
<p>A Argentina não só se tornou a primeira potência psicanalítica do continente americano durante a segunda metade do século XX como promoveu igualmente uma formidável expansão do movimento psicanalítico no conjunto do território latino-americano, com diferenças para cada país. Ao Brasil, primeiro país de implantação do freudismo durante o entreguerras, mas que nessa época nunca foi terra de exílio para os psicanalistas europeus, os argentinos deram novo fôlego após 1945, através das migrações sucessivas ou dos intercâmbios clínicos. Assim, contribuíram para transformar o conjunto do continente latino-americano num espelho da Europa, capaz de rivalizar não só com a própria Europa como com o continente norte-americano, onde a psicanálise conheceu um declínio, paradoxal aliás, a partir de 1960.</p>
<p>Quando o assunto é Argentina, pensamos logo em Buenos Aires, e amamos Buenos Aires, pois foi lá que se realizou o milagre argentino da psicanálise, Fenômeno que, todos sabem, é acima de tudo um fenômeno urbano.</p>
</div>
<div id="1860939302" class="imageWidget align-center u_1860939302" data-element-type="image" data-widget-type="image">
<p><figure style="width: 694px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" id="1934828212" src="https://lirp.cdn-website.com/24f02e8e/dms3rep/multi/opt/buenos-aires-2021-1920w.jpg" alt="" width="694" height="442" data-dm-image-path="https://irp.cdn-website.com/24f02e8e/dms3rep/multi/buenos-aires-2021.jpg"><figcaption class="wp-caption-text">Buenos Aires 2021.</figcaption></figure></p>
</div>
<div id="1054222689" class="dmNewParagraph" data-dmtmpl="true" data-element-type="paragraph" data-version="5">
<p class="text-align-left">
</div>
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		<title>GREF um breve relato: onde tudo começou</title>
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		<dc:creator><![CDATA[O Barato no Divã]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Nov 2021 20:10:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diva Reale]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Primeira aproximação da clínica de dependentes de drogas ilícitas. Série história/memórias GREF[1] um breve relato: onde tudo começou Diva Reale Ainda no primeiro ano da Residência recebi um convite para dar uma aula sobre Toxicomania a alunos de 5º ano da Medicina, o que fizemos com mais dois colegas residentes[2]. Empolgados com o que descobrimos estudando [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="1700776665" class="dmNewParagraph" data-element-type="paragraph" data-uialign="center" data-version="5">
<p>Primeira aproximação da clínica de dependentes de drogas ilícitas.</p>
</div>
<div id="1750185103" class="u_1750185103 imageWidget align-center" data-element-type="image" data-widget-type="image"><img decoding="async" id="1129580552" class="" src="https://lirp.cdn-website.com/24f02e8e/dms3rep/multi/opt/instituto-de-psiquiatria-1920w.jpg" data-dm-image-path="https://irp.cdn-website.com/24f02e8e/dms3rep/multi/instituto-de-psiquiatria.jpg" /></div>
<div id="1250789679" class="u_1250789679 dmNewParagraph" data-dmtmpl="true" data-element-type="paragraph" data-uialign="center" data-version="5">
<p>Série história/memórias</p>
<p>GREF<a class="font-size-11 m-font-size-9" href="/Users/lucia/Documents/Sancho/Clientes/O%20Barato%20no%20Div%C3%A3/Mat%C3%A9rias/Diva/mem%C3%B3rias%20GREF.docx#_ftn1" target="_blank" rel="noopener">[1]</a><span class=""> um breve relato: onde tudo começou</span></p>
<p>Diva Reale</p>
<p>Ainda no primeiro ano da Residência recebi um convite para dar uma aula sobre Toxicomania a alunos de 5º ano da Medicina, o que fizemos com mais dois colegas residentes<a class="font-size-11 m-font-size-9" href="/Users/lucia/Documents/Sancho/Clientes/O%20Barato%20no%20Div%C3%A3/Mat%C3%A9rias/Diva/mem%C3%B3rias%20GREF.docx#_ftn2" target="_blank" rel="noopener">[2]</a>. Empolgados com o que descobrimos estudando para esta aula decidimos ampliar nosso contato com este tema e<span class=""> </span><a href="/Users/lucia/Documents/Sancho/Clientes/O%20Barato%20no%20Div%C3%A3/Mat%C3%A9rias/Diva/mem%C3%B3rias%20GREF.docx#_ftn1" target="_blank" rel="noopener">fundamos em 1982 o Grupo de Estudos de Farmacodependência</a> <a class="font-size-11 m-font-size-9" href="/Users/lucia/Documents/Sancho/Clientes/O%20Barato%20no%20Div%C3%A3/Mat%C3%A9rias/Diva/mem%C3%B3rias%20GREF.docx#_ftn1" target="_blank" rel="noopener">[GREF]</a><a href="/Users/lucia/Documents/Sancho/Clientes/O%20Barato%20no%20Div%C3%A3/Mat%C3%A9rias/Diva/mem%C3%B3rias%20GREF.docx#_ftn1" target="_blank" rel="noopener">, primeiro grupo voltado ao estudo e atendimento clínico de pacientes com problemas de abuso e dependência de drogas ilícitas, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das</a> Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.</p>
<p>Para que no futuro pudéssemos implantar um atendimento em grupo, inspirados no bordão “sem desejo nem memória”, buscamos na leitura conjunta do “Experiências com grupos”, a sustentação teórico-clínica para esta primeira aventura terapêutica. Tivemos um grande aprendizado, com a sustentação da condução deste grupo de jovens drogados<a class="font-size-11 m-font-size-9" href="/Users/lucia/Documents/Sancho/Clientes/O%20Barato%20no%20Div%C3%A3/Mat%C3%A9rias/Diva/mem%C3%B3rias%20GREF.docx#_ftn3" target="_blank" rel="noopener">[3]</a><span class="">, mais além, ou muito aquém do que aprendemos com Bion.</span></p>
<p class="m-size-9 size-11">
<span class="font-size-11 m-font-size-9"> </span><a class="font-size-11 m-font-size-9" href="/Users/lucia/Documents/Sancho/Clientes/O%20Barato%20no%20Div%C3%A3/Mat%C3%A9rias/Diva/mem%C3%B3rias%20GREF.docx#_ftnref1" target="_blank" rel="noopener">[1]</a><span class="font-size-14 m-font-size-11"> GREFE: grupo de estudos sobre farmacodependência, fundado por 3 residentes de 1º ano, da Residência em Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, em 1982: Ariel Bogochvol, Diva Reale e Luiza Helena Vilas Boas.</span></p>
<p class="text-align-left m-size-9 size-11"><a class="font-size-11 m-font-size-9" href="/Users/lucia/Documents/Sancho/Clientes/O%20Barato%20no%20Div%C3%A3/Mat%C3%A9rias/Diva/mem%C3%B3rias%20GREF.docx#_ftnref3" target="_blank" rel="noopener">[3]</a><span class="font-size-14 m-font-size-11"> Este termo à época não tinha adquirido um caráter pejorativo.</span></p>
<p><span class="">Caindo em todas as armadilhas comuns às dinâmicas grupais de grupos formados com pacientes por um tipo de diagnóstico principal, aprendemos na raça as regras envolvendo </span>do’s e dont’s<span class=""> quanto ao uso de drogas e sua relação com a sessão do grupo, necessárias para assegurar minimamente uma coerência terapêutica para o grupo de nossos pacientes dependentes de drogas.</span></p>
<p><span class="">Já tínhamos o entendimento desde este começo que nosso maior desafio na clínica da dependência seria diagnosticar com apuro as comorbidades que modificavam substancialmente a evolução e prognóstico de nossos pacientes. O diagnóstico per si da dependência a drogas, não informava suficientemente sobre quem eram nossos pacientes, nem sobre quais seriam e como evoluiriam as vicissitudes sintomatológicas da clínica de cada um deles. O que modificava e trazia desafios de porte distintos na evolução do tratamento de nossos pacientes vinha no bojo justamente, daquilo que identificávamos como sendo a comorbidade do caso. E as formas mais preocupantes advinham daquilo que à época chamávamos de transtorno de personalidade, diagnóstico de eixo II, do DSM-IV. Os mais preocupantes, </span>borderline<span class=""> e antissocial. A psicose, e o transtorno bipolar, diagnósticos eixo I, menos difíceis de serem feitos, eram mais facilmente detectáveis. O manejo clínico destes casos oferecia dificuldade variável, dependendo da gravidade do quadro de cada caso, e de outros aspectos da história de cada paciente; mas, mesmo assim, nos casos sem outras complicações tendiam a ter uma melhor evolução, visto que, via de regra, ofereciam uma resposta mais promissora ao repertório terapêutico medicamentoso de que dispúnhamos. Poder medicar e ver modificados ou minimizados sintomas preocupantes traz ao psiquiatra um certo alívio. E, naquele momento da história do desenvolvimento psicofarmacológico era possível obter respostas terapêuticas mais palpáveis para os sintomas das comorbidades como transtorno de humor ou outros quadros psicóticos não muito graves.</span></p>
<p>Já nos transtornos de personalidade geralmente o impacto positivo da medicação era, e continua sendo, de menor porte e a dimensão terapêutica dependia de acreditarmos na possibilidade de obter alguma mudança psíquica, importante o suficiente para eventualmente diminuir a manutenção da rigidez sintomática, que é o que acompanha este diagnóstico chamado de transtorno de personalidade. Nutrir uma esperança clínica deste tipo, significava de certa forma fazer uma aposta numa direção contrária daquela que o próprio diagnóstico apontava. Estudos de epidemiologia clínica que incluíam diagnósticos de eixo II apontavam para a não obtenção de mudanças significativas nos sintomas que constituíam estes diagnósticos! Lançar mão de outros saberes e práticas – como aqueles derivados da própria psicanálise &#8211; e tentar instituir as terapêuticas que melhor se adaptassem às limitações do trabalho institucional, visava aumentar em alguma medida a chance de sucesso terapêutico.</p>
</div>
<div id="1903295114" class="imageWidget align-center u_1903295114" data-element-type="image" data-widget-type="image"><img decoding="async" id="1608058361" class="" src="https://lirp.cdn-website.com/24f02e8e/dms3rep/multi/opt/Winnicott-1920w.jpg" alt="" data-dm-image-path="https://irp.cdn-website.com/24f02e8e/dms3rep/multi/Winnicott.jpg" /></div>
<div id="1262257632" class="dmNewParagraph" data-dmtmpl="true" data-element-type="paragraph" data-version="5">
<p>Fim da parte I.</p>
<p>Preview: na parte II traremos a chegada de Winnicott nos estudos do GREF</p>
</div>
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		<title>Memórias do Barato no divã</title>
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		<dc:creator><![CDATA[O Barato no Divã]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Oct 2021 12:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diva Reale]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Raízes francesas e trabalho de rua. Les Halles, Paris, Praça da Sé/Luz, São Paulo. Diva Reale Enquanto escrevia o trabalho para o 8º Congresso da ABRAMD, para nov/2021 fiz uma pesquisa rápida sobre a estação-forum Les Halles. Conheci em 1986 o trabalho de rua desenvolvido com usuários de drogas frequentadores deste local e suas imediações. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-rss-type="text">
<h4>Raízes francesas e trabalho de rua.<br />
Les Halles, Paris, Praça da Sé/Luz, São Paulo.<br />
Diva Reale</h4>
<p><span style="font-size: 1rem; color: var(--ast-global-color-3);">Enquanto escrevia o trabalho para o 8º Congresso da ABRAMD, para nov/2021 fiz uma pesquisa rápida sobre a estação-forum Les Halles. Conheci em 1986 o trabalho de rua desenvolvido com usuários de drogas frequentadores deste local e suas imediações.</span></p>
</div>
<div data-rss-type="text">
<p>“Tive (&#8230;)a &nbsp;oportunidade de acompanhar um turno das atividades de uma equipe de educadores de rua da Association L’Abbaye em Paris. O impacto produzido por este contato &#8211; o primeiro contato com um serviço voltado para usuários de drogas que não seguia as restrições próprias aos serviços de tratamento da dependência &#8211; levou a visitante a se interessar por esta modalidade de atenção aos usuários, obtendo, junto aos responsáveis do serviço,cópias dos relatórios anuais de avaliação que cobriram o período de 1979 (ano que o serviço inaugurou) a 1986. Em 1990, ao retornar para um segundo estágio em Marmottan, a estagiária obteve a informação de que este programa havia sido extinto.” (Reale, 1997, p. 59). O trabalho de rua de Abbaye já fora abordado no mestrado, compondo uma parte da seção dedicada aos trabalhos de rua na França:</p>
<p>“A abordagem centrada na pessoa do usuário de droga: um caso francês” (Reale, 1997, p.119). &nbsp;“Na França, com o crescimento do consumo de drogas ilícitas ao longo das décadas de 70 e 80, progressivamente as equipes que desenvolviam trabalhos de rua com jovens marginalizados, foram se “especializando” em usuários de drogas (Girard, 1994). Em 1986, tivemos a oportunidade de ter contato em Paris com uma equipe de educadores de rua que desenvolvia um trabalho de rua, em locais centrais em Paris, de alta freqüência de usuários e dependentes de drogas (Bilan Annuel de L’Abbaye, 1979-1986). O trabalho era desenvolvido por uma instituição não governamental, sem fins lucrativos, cujo quadro funcional incluiu, ao longo de sua história, voluntários ex-toxicômanos ou não, técnicos (assistentes sociais e educadores) e estagiários. Nos seus primórdios, pós maio de 68, havia um espírito de experimentação, de aprendizagem de uma práxis “com a clientela” e não uma práxis “sobre a clientela”. O espírito que animava o trabalho de L ‘Abbaye era similar aquele que animava a “Free Clinic”, uma clínica aberta em São Francisco em 1967, onde o controle à saúde dos usuários seria exercido por seus pares, sobretudo através de atividades de animação de caráter “underground”, num “espaço estreito e colorido”, não “medicalizado” (Ephraïm, Isambart &amp; Werebe, 1980, p. 61-62). Se inicialmente o caráter do trabalho era de “animação”, de organização “recreativa” junto aos jovens, progressivamente com a evolução do programa, ocorre uma profissionalização do trabalho, no duplo sentido: tanto a equipe se torna “mais profissionalizada” (tanto na sua composição, quanto na estruturação do trabalho) quanto as ações socioeducativas voltadas para os usuários de drogas, passam a ter um caráter progressivamente de reinserção profissional (Ephraïm, Isambart &amp; Werebe, 1980). Esta trajetória de profissionalização do trabalho de rua da L’Abbaye coincide com o processo de profissionalização e institucionalização das estruturas que compõem o “sistème de soins français”, com a criação em 1980 da ANIT &#8211; Association Nacional Des Intervenants En Toxicomanies (Guégan, 1997, p. 9). O trabalho de rua da equipe da Abbaye se iniciou em Paris, em 1972, e acompanhou as alterações da clientela; acompanhou-a, literalmente, quando a seguiu em seus deslocamentos geográficos ao longo dos anos; também acompanhou a evolução do perfil de sua clientela ao adaptar-se às transformações nos padrões de usos e tipo de drogas consumidas, e às novas características socioeconômico e socioculturais da referida clientela; as adaptações implicavam em reajustes na oferta de serviços que passavam a ser requisitados pelos novos perfis da clientela (Bilan Annuel de L’Abbaye, 1979-1986). (&#8230;) A ação da equipe de rua e da equipe de retaguarda buscava promover a reinserção social dos jovens dependentes vinculados à equipe; esta reinserção era um processo lento em que se previa um percurso não linear, mas, ao contrário, sujeito a inúmeras “recaídas”, idas e vindas, aliás, percurso esse conhecido pelos serviços especializados no tratamento de dependentes de drogas. Este acompanhamento tinha um caráter individual&nbsp;e personalizado. Este programa foi desativado em 1990.” (Reale, 1997, p. 119-121)</p>
<p>A memória afetiva da leitura dos referidos relatórios do trabalho de rua da L’Abbaye inclui o registro de uma foto de um mapa feito à mão da estação subterrânea Les Halles onde eram indicados onde permaneciam os distintos grupos de usuários de drogas, separados conforme sua origem e pertencimento cultural distinto: arabs da Tunísia”, os africaines de Gana, Nigéria e assim por diante. O mapa desenhado indicando inclusive seus deslocamentos e forma de serem encontrados, impressionou a jovem médica pela primeira vez apresentada a abordagem que educadores de rua faziam no local quando tive a oportunidade de acompanhar os educadores em sua perambulação dirigida.</p>
<p>O ambiente com suas peculiaridades geográficas e arquitetônicas, traziam uma impressão de que guardava histórias que remontavam à magnitude parisiense de séculos. E muitas imagens de lá se inscreveram fortemente na memória, sempre acrescidos do encantamento pela cidade, pelo imaginário associado a Paris, que podia ser desvelado junto a história da vertente da tradição que acolhimento e se esforça por promover a inclusão. Esta matéria complementa numa aproximação rápida uma pequena parte da história deste local. Para conhecer as referências de onde retiramos as imagens sugiro uma visita aos links acrescidos aqui.</p>
<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Les_Halles_de_Paris" target="_blank" rel="noopener">Les Halles</a> histórico do quartier, desde século XII até o presente, torna-se por alguns séculos um mercado atacadista, até se tornar uma região fervilhante com a construção da maior estação de metrô articulada com sistema ferroviário RER, religando toda região metropolitana de Paris e seus arredores.</p>
</div>
<div>
<p><figure style="width: 353px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://irp.cdn-website.com/24f02e8e/dms3rep/multi/imagem1.jpg" alt="Por Truschet and Hoyau ; Mbzt - File:Plan de Paris vers 1550 color.jpg, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=34131466" width="353" height="300"><figcaption class="wp-caption-text">Por Truschet and Hoyau ; Mbzt &#8211; File:Plan de Paris vers 1550 color.jpg, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=34131466</figcaption></figure></p>
</div>
<div data-rss-type="text">
<p><figure style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://irp.cdn-website.com/24f02e8e/dms3rep/multi/imagem2.jpg" alt="" width="600" height="827"><figcaption class="wp-caption-text">Le marché des Halles de Paris avant son transfert vers Rungis, au début des années 70. On distingue à l&#8217;arrière plan l&#8217;église Saint Eustache. Photo d&#8217;André Gouteux. https://histoire-image.org/fr/etudes/halles-paris-travers-histoire?i=749</figcaption></figure></p>
</div>
<div data-rss-type="text">
<p>Uma outra memória eclodiu enquanto pesquisava um pouco sobre a história deste quartier. A experiência de percorrer o circuito nas imediações da estação Les Halles, em 1986 reuniu-se uma segunda experiência prenhe de afetos por ocasião da comemoração do XXº aniversário do Centre Médical Marmottan, em Paris, 1991. Convidada por Olevenstein para compor a comitiva brasileira para participar do Simpósio, Toxicomanie et Condition humaine, fui hospedada num apê cedido por uma residente de psiquiatria de Marmottan. Ficava localizado numa pequena rua nas imediações do Forum Les Halles. Foi o que mais me aproximou de uma experiência de ser moradora de Paris, pois das outras vezes em que estivera estagiando por lá, me hospedava num quarto para estagiários dentro do hospital.</p>
<p>Estar um pequeno studio acrescentou um novo colorido a esta estadia que já carregava afetos de intensidade considerável. Corroborando a presença de me imaginar fazendo parte do cotidiano como moradora da cidade encontrei alguma brecha que me permitiu o deleite de uma cinéfila: assistir a uma estreia, num cinema deste shopping Les Halles, do filme Jusq’au bout du monde, de Wim Wenders.</p>
<p><a href="https://www.adorocinema.com/filmes/filme-83536/trailer-19538202/" target="_blank" rel="noopener">https://www.adorocinema.com/filmes/filme-83536/trailer-19538202/</a></p>
<div class="ast-oembed-container " style="height: 100%;"><iframe title="Until The End Of The World Trailer (1991) - William Hurt Movie HD" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/zfFWBWKwQT8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
<h4><span style="font-size: 1rem; color: var(--ast-global-color-3);">Bibliografia</span></h4>
</div>
<div data-rss-type="text">
<p>BILAN ANNUEL DE L’ABBAYE: 8 relatórios de avaliação anual do programa de trabalho de rua (1979-1986)&nbsp;EPHRAIM, A.; ISAMBART, M.; WEREBE, S. L’Abbaye. Drogue et Société, n. 47-48, p. 61-63, Paris, 1980.&nbsp;GIRARD, V. ”Le travail de rue”, une approche particulière de la prévention.&nbsp;La Revue Agora, n. 31, p. 111-113, 1994.&nbsp;REALE, D. O caminho da redução de danos associados ao uso de drogas: do estigma à solidariedade. São Paulo, 216p. Dissertação (Mestrado em Medicina Preventiva), Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, 1997.</p>
<p><a href="https://www.obaratonodiva.com.br/teses">https://www.obaratonodiva.com.br/teses</a></p>
</div>
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		<title>Pontos nada Cardeais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[O Barato no Divã]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Oct 2021 19:43:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Convidados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pontos nada Cardeais: uma geografia sensível a partir do Dicionário Amoroso da Psicanálise. ROUDINESCO, Elisabeth Dicionário Amoroso da Psicanálise, tradução André Telles, Rio de Janeiro, 2019. Traduzido de Dictionaire amoureux de lá psychanalyse, Paris, Éditions Plon/Seuil, Paris, 2017. Autor:&#160; Jorge Artur Canfield Floriani. Budapeste Prazer do irracional Depois de Viena, sua irmã gêmea, Budapeste foi [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-rss-type="text">
<p style="text-align: center;"><span style="color: var(--ast-global-color-3); font-size: 1rem;">Pontos nada Cardeais: uma geografia sensível a partir do Dicionário Amoroso da Psicanálise.</span></p>
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<p style="text-align: center;">ROUDINESCO, Elisabeth Dicionário Amoroso da Psicanálise, tradução André Telles, Rio de Janeiro, 2019.</p>
<p style="text-align: center;">Traduzido de Dictionaire amoureux de lá psychanalyse, Paris, Éditions Plon/Seuil, Paris, 2017.</p>
<p style="text-align: center;">Autor:&nbsp; Jorge Artur Canfield Floriani.</p>
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<p><a style="font-size: 1rem;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft" src="https://irp.cdn-website.com/24f02e8e/dms3rep/multi/ewew.jpg" alt="" width="271" height="390"></a></p>
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<p><strong>Budapeste</strong></p>
<p>Prazer do irracional</p>
<p>Depois de Viena, sua irmã gêmea, Budapeste foi a segunda cidade dos primórdios da psicanálise. A ponto de, após a Primeira Guerra Mundial, Freud cogitar fazê-la capital de seu movimento. Em pleno coração da Mittel europa, e durante o longo declínio da famigerada monarquia bicéfala que unia o reino da Hungria ao império dos Habsburgo, a atividade freudiana foi bastante intensa ali, em especial durante o abençoado período da Belle Époque e graças ao lugar eminente ocupado por Sandor Ferenczi, intelectual de grande talento e clínico inaudito, autor de uma obra importante e de uma correspondência volumosa com Freud, de quem era o discípulo mais próximo. Freud gostava dele como de um filho e sonhou inclusive em dar-lhe sua filha Mathilde como esposa, tendo-lhe confessado no dia seguinte ao casamento desta com Robert Hollitscher: &#8220;Posso lhe confessar agora”, escreve-lhe em 7 de fevereiro de 1909, “nesse verão eu bem gostaria de vê-lo no lugar do rapaz, de quem aprendi a gostar desde então e que agora partiu com a minha filha.”</p>
<p>Manifestamente, teria desejado que seus futuros netos fossem também herdeiros daquele a quem considerava um membro de sua família, oriundo do mesmo cadinho cultural que o seu. E, em 2 de março de 1917, quando soube que Matilde não poderia ser mãe, escreveu estas palavras ao amigo: “Convém notar que, se tivesse se casado com Mathilde, você não teria tido filhos, o que aliás eu ainda não sabia na época.&#8221; Foi a ele também que contou, em novembro de 1917, que estava em vias de tratar um doloroso edema no palato, e fumando cada vez mais charutos. Freud, o darwiniano racionalista, não estava ao abrigo das piores incoerências.</p>
<p><figure style="width: 505px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://irp.cdn-website.com/24f02e8e/dms3rep/multi/imagem+3.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://irp.cdn-website.com/24f02e8e/dms3rep/multi/imagem+3.jpg" alt="" width="505" height="326"></a><figcaption class="wp-caption-text">Budapeste 1925</figcaption></figure></p>
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<p><figure style="width: 280px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://irp.cdn-website.com/24f02e8e/dms3rep/multi/bdapeste+2021.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://irp.cdn-website.com/24f02e8e/dms3rep/multi/bdapeste+2021.jpg" alt="" width="280" height="421"></a><figcaption class="wp-caption-text">Budapeste 2021</figcaption></figure></p>
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